Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo
Enviada em 14/10/2023
Durante o período da Grécia Antiga, o filósofo Sócrates visava propor aos indiví-duos discussões de assuntos do cotidiano, por meio do método dialético, gerando, assim, confronto de ideias. Entretanto, de forma contrária à época, o âmbito esportivo vai de encontro ao filósofo, uma vez que não promove debates, sobretu-do em saúde mental dos atletas. Com efeito, cabe compreender como os prejuízos se desenvolvem, seja na falta de empatia social, seja na confusão mental do atleta.
Diante dessa conjuntura, destaca-se a negligência de empatia da sociedade como causa de prejuízos que refletem na saúde mental do esportista. Isto é, as pessoas não se colocam no lugar do atleta, visto que possuem uma visão deturpada de que o atletismo apenas deve demonstrar desempenho. Sob essa óptica, pela escassez de debates no âmbito esportivo, a população não entende como a pressão esporti-va afeta a saúde mental do atleta. Exemplificando, a pressão profissional nesse meio está também conectada à vida pessoal do atleta que, perante as cobranças externas, conclui-se que precisa ter uma boa performance em detrimento da qualidade mental. Logo, a não conscientização contribuíra para a falta de empatia.
Além disso, vale salientar a confusão mental provocada no atleta como prejuízo decorrente da ausência de discussões no que tange a saúde mental esportiva. Dessa maneira, de acordo com a Anomia Social, conceito abordado pelo sociólogo Émile Durkheim, quando laços sociais são desfeitos o indivíduo se vê excluído socialmente. Sob esse viés, devido a falta de amparo social, o atleta começa a se questionar se precisa de ajuda e se isso demonstrará “vulnerabilidade” ao público, assim, o esportista se isola cada vez mais, gerando quadros de ansiedade e depressão. Por conseguinte, tratamentos no setor mental são requisitados.
Compreende-se, portanto, a urgência da presença governamental. Dessa forma, faz-se necessário que o Poder Executivo Brasileiro, sob a luz de seus órgáos repre-sentantes, em específico o Ministério da Saúde, promover campanhas sobre o processo de competição que o atleta enfrenta, por intermédio de emissoras televisivas que exibem o esporte, a fim de causar compreensão e empatia aos indivíduos. Ademais, a aréa da Psicologia do Esporte deve se aproximar do atleta, realizando diagnósticos como prevenção, visando à manutenção da saúde mental.