Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo
Enviada em 24/04/2024
“Os fatos não deixam de existir só porque são ignorados’’. A declaração realizada pelo escritor e filósofo inglês Aldous Huxley, ao ser analisada sob a atual conjuntura do país, permite a reflexão sobre como os prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo é negligenciado no tecido social brasileiro, pois afeta a vida de muitas pessoas. Nesse sentido, fatores, como a depressão em consonância com a pressão pelo alto desempenho não podem ser desprezados, visto que esses são os principais elementos relacionados à problemática.
É lícito postular, primeiramente, que a Constituição promulgada em 1988, ampliou os limites tradicionais da democracia brasileira ao estender o direito à saúde para toda a população. Todavia, é importante salientar que tal prerrogativa não é totalmente garantida, tendo em vista que, de acordo com dados da Fiocruz, cerca de 80% dos atletas entrevistados têm sintomas de depressão. Portanto, é inadmissível que, em um país onde se paga uma das maiores taxas de tributos do mundo, o Estado não garanta políticas públicas capazes de corrigir essa situação.
Somado a isso, vale ressaltar que a pressão pelo alto desempenho é outro elemento que intensifica os prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo. Segundo o atleta protuguês André Gomes, “com a pressão dos outros eu vivo bem, com o que eu não vivo bem é com a pressão que coloco em mim mesmo”. Isso nos mostra que a população brasileira está diante de uma situação extremamente delicada e é por essa razão que ações precisam ser tomadas para que todos possam viver com mais harmonia e com todos os seus direitos garantidos.
Dentre tantos fatores supracitados, é importante que o Estado tome providências para alterar o quadro atual. Para tornar a saúde mental algo importante e discutível na sociedade, urge que o Poder Público invista em projetos que visem a psicologia no ambiente esportivo, por meio de psicólogos capacitados, para fazer acompanhamento dos esportistas - no qual tenham apoio de depoimentos de pessoas que já passaram pela mesma situação. Assim, será possível melhorar a realidade da sociedade brasileira que está vivendo com a temática em questão.