Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo

Enviada em 09/02/2025

A obra “O cidadão invisível” aborda a desvalorização de determinados indivíduos na sociedade brasileira. A crítica apresentada por Dimenstein manifesta-se na saúde mental no âmbito esportivo, que devido a ausência de discussões sobre este assunto, traz prejuízos psicologicos aos atletas. Nesse contexto, observa-se a configuração de um problema complexo, cujas raízes estão na ineficiência governamental e na má influência midiática.

Nesse cenário, destaca-se, primeiramente, que a ineficiência governamental constitui um fator determinante para o problema. Para Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar dos cidadãos. No entanto, essa responsabilidade não tem sido cumprida em relação à saúde emocional no cenário esportivo, uma vez que a falta de investimento no bem-estar emocional no esporte, perpetua um ciclo de precariedade, afetando diretamente a saúde psicológica dos envolvidos no universo esportivo, gerando ansiedade e depressão entre os atletas. Dessa forma, para que esse bem-estar seja efetivamente assegurado, é essencial que o Estado supere a inércia em que se encontra.

Ademais, má influência midiática configura-se como um significativo entrave à resolução da problemática. Conforme exposto por Orwell, a mídia exerce um controle significativo sobre as massas. Tal influência torna-se evidente no equilíbrio mental no esporte, uma vez a imprensa reforça padrões prejudiciais e não dar a devida atenção à saúde mental dos atletas, contribuindo para a precarização desse aspecto fundamental no universo esportivo. Diante disso, torna-se imperativo que a mídia assuma a responsabilidade pelos impactos que provoca na sociedade.

Portanto, é urgente intervir nesse problema. Para tanto, o Governo Federal deve estabelecer uma agenda específica para o tema, viabilizando a organização de fundos e projetos com o propósito de reverter a inércia estatal que impacta a saúde psicológica no contexto esportivo. Ademais, tal iniciativa pode ser fortalecida por meio de consultas públicas, permitindo a identificação das reais necessidades da população. Paralelamente, faz-se imprescindível a intervenção sobre a má influência midiática presente na problemática. Desse modo, o Brasil poderá ter menos “cidadãos invisíveis” como defendeu Dimenstein.