Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 24/10/2019

A catedral de Notre Dame, uma das construções no estilo gótico mais antigas do mundo, foi, recentemente, devastada por um incêndio que dizimou, em horas, mais de 650 anos de história. Nesse sentido, convêm a discussão a respeito da preservação do patrimônio cultural brasileiro, visto que, rico e diversificado, necessita de proteção. Conquanto, a negligência estatal, vinculada a ação constante de vândalos, deteriora e prejudica a manutenção da história material brasileira. Ademais, a poluição, principal causadora da chuva ácida nos centros urbanos, agrava ainda mais o problema.

Antes de tudo, a história de um país é um fator importante para o desenvolvimento. Nesse prisma, relembrar os erros do passado, garantem acertos no futuro, assim, museus, monumentos e, incríveis obras arquitetônicas, imprimem todo um contexto histórico, disponibilizando-os, ao alcance dos olhos. No Brasil, esse valor não é devidamente reconhecido, pois, segundo pesquisa feita pelo IPHAN, 40% de todo patrimônio tombado, ou, em processo de tombamento, apresentam estado crítico de conservação. Outrossim, quando ausente essa manutenção, a chuva ácida, problema ambiental ocasionada por altas taxas de poluição nos grandes centros urbanos, atua, oxidando as estruturas já desgastadas. Então, com essa união de fatores,  incêndios e desmoronamentos, tornam-se, frequentes.

Faz-se mister, ainda, salientar, que, a ação de vândalos contribuem para impulsionar o problema. “Atos de vandalismo pela cidade, talvez eu te encontre mais tarde, relógio quebrado, um banco pichado, um orelhão destroçado, é isso que faz meu sábado animado”. No trecho da música  “Ato de vandalismo”, da banda Corja, supracitam as atividades dos meliantes, que, transformam a problemática em um caso de ordem pública. Sendo assim, instaura-se, em âmbito social, um verdadeiro jogo de culpa, no qual, culpados suscitam outros culpados, desse modo, a herança histórica é quem acaba prejudicada. Visto isso, urgem atitudes para que se dê um basta definitivo na difusão dessa problemática, e, subterfúgios devem ser encontrados a fim de resolver essa inercial contrariedade.

Infere-se, portanto, que há entraves para garantir a manutenção do patrimônio histórico brasileiro, dado que, análogo à negligência do Estado, a própria sociedade não garante sua preservação. Diante disso, cabe a tríade Estado (executivo, Legislativo e judiciário), em conjunto com o IPHAN, a criação de uma lei, chamada “Identidade nacional”, para levantar ações pertinentes à preservação, como. por exemplo, reformas nos patrimônios nacionais,  que visem, restabelecer as condições normais desses importantes símbolos. Ademais, garantir a proteção desses bens, haja vista, que as ações de vandalismo precisam ser combatidas, cabe a polícia, com ações ostensivas, garantir a segurança dos monumentos, para assim, asseverar que as lembranças do passado, estejam firmes, guiando o futuro.