Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 01/09/2019
Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro Com a revolução técnico cientifica, a intensificação da globalização promoveu o prevalecimento da cultura de massa pelo mundo. Todavia, consoante a Escola de Frankfurt, tal homogeneização cultural compromete a identidade e o patrimônio cultural nacionais, de modo a desvalorizá-los. Nesse contexto, destaca-se a não proteção do patrimônio histórico cultural brasileiro como um efeito da depreciação da cultura nacional e da falta de políticas públicas que incentivem a educação patrimonial.
Em primeira análise, deve-se ressaltar que a crise identitária ocasionada pela uniformização cultural está relacionado ao processo de formação da brasilidade. Paralelamente à obra “Raízes do Brasil”, Sérgio Buarque de Holanda, ao analisar a história do país - de colônia a república – evidencia que durante o processo de construção da identidade nacional houvera sempre uma busca pela aproximação ao que era europeu. Desse modo, os elementos que compõem o “ser brasileiro” são inferiorizados, logo, os patrimônios históricos, menosprezados.
Outro fator relevante é a falta de políticas públicas de preservação ao patrimônio. Destaque ao incêndio ocorrido no Museu Nacional, em 2018, que comprova o descaso do Estado ao não investir em recursos e fiscalização suficientes para proteger as evidências históricas do Brasil. Analogamente à despreocupação governamental, os diversos casos de depredação e a desconsideração por parte da sociedade refletem uma educação patrimonial negligenciada.
Portanto, para que o patrimônio histórico cultural seja preservado e apreciado, o Ministério da Cultura, em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), devem investir em métodos que visem a valorização das heranças nacionais, através de campanhas de incentivo a visitas aos museus e aos eventos tradicionais, além de reformar e fiscalizar estruturas históricas, a fim de difundir as individualidades do brasileiro. Ademais, conforme o filósofo chinês Confúcio, para o entender o futuro deve-se estudar o passado, assim, o Ministério da Educação deve promover a educação patrimonial nas instituições de ensino, por meio da inclusão do estudo das características da formação da identidade brasileira na matriz escolar e de projetos que busquem conscientizar sobre a importância da conservação da identidade nacional, com o intuito de fazer com que as próximas gerações respeitem e protejam sua história.