Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 30/10/2019
Um dos reflexos da Globalização, no que diz respeito à evolução dos meios de comunicação, foi a disseminação cultural entre os povos, o que permitiu um maior contato e consequentemente, uma grande influência entre eles. A partir dessa concepção, é imperioso ressaltar que, ao estar em contato com culturas de outros povos, o indivíduo passa a desinteressar-se pela própria cultura. Tomando essa concepção como ponto de partida acerca da discussão sobre a preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro, torna-se imprescindível analisar o papel da escola na manutenção e perpetuação da cultura, bem como refletir a omissão do Estado no resguardo do patrimônio cultural.
Nesse contexto, observa-se que o encurtamento das barreiras físicas entre diferentes povos acabou influenciando a forma como cada indivíduo relaciona-se com a cultura local. Dessa forma, infere-se que a escola, devido ao seu papel fundamental na formação do indivíduo, necessita manter relações estreitas com a cultura. Diante disso, Pierre Bourdieu afirma que a cultura é o conteúdo substancial da escola, onde ambos devem ser pensados juntos. Logo, depreende-se que o ambiente escolar precisa estar em contato direto com a cultura local para que possa ser utilizada como mecanismo de inspiração para jovens e crianças, aumentando o interesse dos mesmos na cultura local. Esse fator acaba tornando-se essencial para a manutenção e preservação das culturas locais.
Somando a isso, denota-se que a conservação do patrimônio histórico cultural no Brasil não depende apenas da educação, mas também de ações efetivas do Estado. Porém, a omissão estatal tem resultado no sucateamento de prédios históricos, descaso e até demolições, demonstrando o seu desinteresse perante a cultura e preservação da identidade nacional. Logo, ao tornar-se omisso, o Estado deixa de cumprir o contrato social, o que para Thomas Hobbes, é um fator fundamental na manutenção do equilíbrio e da paz social. Por conseguinte, compreende-se que o descaso do governo contribui para aumentar o desinteresse do corpo social diante da própria identidade nativa.
Diante desse cenário, não há dúvidas que o ambiente escolar, corpo social e Estado, são essenciais para a preservação do patrimônio histórico cultural. Logo, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com as secretarias estaduais e municipais, promover através de visitações à prédios históricos e incentivo às apresentações culturais locais, o interesse de jovens e crianças pela própria cultura, preservando a identidade regional. Ademais, cabe a Supremo Tribunal Federal, por meio de fiscalizações, garantir que o contrato social firmado entre Estado e sociedade seja cumprido, evitando o descaso governamental perante riqueza cultural brasileira. Com essas iniciativas, espera-se mudanças concretas e positivas, que perpetuem e valorizem o patrimônio histórico cultural do Brasil.