Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 06/08/2019

Conhecer nossa história é fundamental. Eduardo Galeano, no prefácio da edição brasileira de seu livro As veias abertas da América Latina, afirma que, ignorar a história resulta na repetição de erros no presente. Podemos acessar fatos históricos em livros, ou revisitar culturas antigas em edificações transformadas em patrimônio histórico, o que auxilia o ajuste do modelo mental ao visual.

Porém, ao contrário dos livros, que vem ganhando nova vida em tempo de digitalização, nossos prédios históricos estão abandonados. Prova disso foi o incêndio que destruiu boa parte do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, a mais antiga instituição científica do país. A política de priorizar ações cujo retorno financeiro é alto e imediato faz com que tenhamos um grande prejuízo imaterial, desde dano à acervo de pesquisa até perdade identidade cultural da população. E se perdemos nossas raízes, não florescemos.

Nesse cenário, devolver à essas obras a devida importância é fundamental. O Ministério da Cultura deve promover, além de projetos de proteção e preservação de patrimônios históricos, campanhas de incentivo à utilização frequente desses espaços, a fim de reconectar a população à sua história. e incentivá-los no auxílio da manutenção desses espaços. A escola também tem papel fundamental nesse processo de reconexão, agendando visitas frequentes, onde aulas podem ser mais dinâmicas e o aprendizado mais eficiente, inclusive o da preservação da própria história.