Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 16/07/2019

A Constituição Federal de 1988 conceitua patrimônio cultural como sendo os bens de natureza materi-al ou imaterial referentes à identidade e à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade bra-sileira. Entretanto, não há uma adequada preservação dos patrimônios nacionais devido à precaridade da atuação do Governo e ao comportamento da sociedade nesse contexto. Nesse cenário, comprova-se que essa atitude é uma realidade no país e deve ser combatida.

Em primeira análise, cabe destacar que as políticas públicas culturais no Brasil são precárias. Embo-ra existem leis que visam a preservação dos patrimônios históricos como o Instituto do Patrimônio His-tórico Artístico Nacional, o qual se presta a preservar e fiscalizar os bens culturais, e a Lei Rounet, a qual tem como objetivo incentivar a produção cultural por meio de investimentos, há uma insuficiência nas políticas públicas  para que se ocorra uma efetiva preservação. Prova disso foi o incêndio recente o qual destruiu o acervo do Museu Nacional do Rio de Janeiro. Logo, não se pode negar que o Estado deve prover medidas de preservação desses bens, já que também são geradores de economia para o país , por meio do turismo, por exemplo.

Ademais, convém frisar que a desvalorização da cultura local passa por um viés institucional. Com base nesse contexto, fundamenta-se a fala do sociólogo Pierre Bourdieu o qual dissera que a socieda-de é o reflexo das suas relações sociais e das experiências. De maneira análoga, observa-se que a má preservação da cultura popular pode ser encaixada na fala do sociólogo uma vez que as escolas e a mídia pouco destacam o valor da expressão artística nacional, isso faz com que jovens cresçam sem o devido costume de visitar museus e ir ao teatro. Assim, para que o comportamento da sociedade mude, deve-se promover uma maior educação cultural.

Fica evidente, portanto, que a falta de preservação dos patrimônios culturais é fruto da deficiência nas políticas governamentais e da falta de convivência dos cidadãos com a cultura regional. Assim, pa-ra atenuar o problema, a Secretaria da Cultura e a UNESCO devem propor como meta, junto às univer-sidades, ações culturais nos bairros, levando a arte para ruas, praças e shoppings, com o fito de tornar viva a cultura brasileira. Cabe também, o Ministério da Educação, junto as ONG’s, promoverem ação conjunta com disciplinas como Artes, História e Sociologia, criando debates e exposições culturais en-tre jovens e artistas locais a fim das novas gerações terem maiores interações socioculturais. Só assim, o reflexo cultural nas relações sociais será reconstruído.