Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 02/09/2019

No livro a cultura no mundo líquido, o sociólogo polonês Zygmunt Bauman discute as transformações sociais observadas no campo da cultura, desde sua concepção moderna até o presente. A partir disso, faz-se pertinente analisar a questão de preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro. Assim, como os impactos causados por ela em sociedade como um todo.

Em primeira instância, cabe reconhecer a cultura como uma construção histórica e produto coletivo da vida humana sendo parte da identidade de uma sociedade. Entretanto, no Brasil, a preservação dos patrimônios culturais não recebem a devida importância, com os interesses econômicos se sobrepondo aos interesses de preservação. Um exemplo foi o incêndio no Museu Nacional no Rio de Janeiro, que causou um dano irreparável à ciência brasileira.

Atesta-se a concepção de Bauman sobre a imersão da cultura nas lõgicas de mercado e globalização onde se cita a fragilização do Estado, tal como a ineficiência do mesmo em promover a preservação do patrimônio histórico, revelando que a cultura não representa prioridade para o poder público.

Diante de tal cenário, é imprescindível que medidas sejam executadas visando a atenuação do problema. Para tanto, o Ministério da educação deve implementar a educação cultural no ensino básico das escolas, a fim de aumentar a valorização da cultura brasileira pela população. Ademais, cabe ao poder público o maior investimento por meio de liberação de verbas para a preservação e desenvolvimento dos patrimônios, para que assim, essa problemática não se repita. Com tais ações, será possível reimplantar a valorização cultural no país.