Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 06/08/2019

Segundo o sociólogo francês Pierre Bourdieu, “somos os reflexos das nossas experiências e relações sociais”. Análogo a esse pensamento, cabe ressaltar os desafios relacionados à preservação do patrimônio histórico e cultural brasileiro, uma vez que o governo e a sociedade se mostram insuficientes para guardar a identidade nacional. Nesse sentido, é preciso não só analisar os impactos dessa desatenção, como também analisar por que razão tal problema se faz presente na sociedade atual.

Em primeira instância , cabe reconhecer o patrimônio histórico como a materialização da cultura local e que a sua depredação causa danos irreparável à sociedade, pois tais bens, ao representarem a memória social de um povo, carregam as características de determinado local, representando, assim, um elo entre a população e a sua identidade cultural. Dessa forma, o abandono e o descaso com essas estruturas fazem com que ocorra nos indivíduos a destruição da história de um povo.

Outrossim, destaca-se o desinteresse do governo frente a preservação dos patrimônios nacionais, ganhando relevância assim o pensamento de Bourdieu, onde tal experiência de abandono era reflexos jamais reparáveis, como por exemplo, a ocorrência de casos como os incêndios no Museu Nacional e no Museu da Língua Portuguesa que, vieram a destruir acervos que consequentemente possuíam ligação com uma grande parte da história do Brasil, fazendo-se assim com que a população cada vez mais perca a ligação com sua identidade cultural.

Diante de tal cenário, é imprescindível que medidas seja tomadas visando a atenuação do problema. Para tanto, cabe ao Poder Legislativo promover a atualização da lei voltada à preservação de sítios históricos, por meio da elevação do teto mínimo de gastos com museus, exposições e tombamentos, com a finalidade de assegurar a manutenção definitiva desses espaços. Ademais, compete ao Ministério da Educação viabilizar projetos de valorização da memória coletiva nas escolas, por intermédio de iniciativas pedagógicas, da distribuição de cartilhas educativas e também de visitas a sítios históricos, a fim de evidenciar a importância dos patrimônios culturais materiais e imateriais na construção da identidade.