Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 17/07/2019

Incêndios no Museu Nacional, em 2018, e no Museu da Língua Portuguesa, em 2015: símbolos do descaso institucional com o patrimônio histórico e cultural nacional. Apesar da Constituição Federal de 1988 garantir a existência e a preservação do patrimônio histórico-cultural, o que observa-se é a degradação do patrimônio, seja ele material ou imaterial. Essa negligência leva à degeneração da história e da memória cultural brasileira.

Ainda que assegurada pela Constituição, a preservação da fortuna histórico-cultural brasileira sofre do recorrente abandono governamental. Haja vista o Museu Nacional - que padeceu de um grave incêndio em 2018 - apenas ter gasto aproximadamente trinta mil reais com manutenção em 2018, em contraste com o orçamento da União no mesmo ano. Esse descaso estatal leva inevitavelmente à contínua ruína de nossa cultura e história.

Avançando para o que diz respeito à sociedade de modo geral, observa-se um curioso comportamento: a continuada supervalorização de bens e elementos histórico-culturais estrangeiros em detrimento à história e cultura nacionais - comportamento esse chamado pelo jornalista e dramaturgo Nelson Rodrigues de “Complexo de vira-lata”. Essa atitude da sociedade leva ao desconhecimento e desinformação em relação aos espaços e bens histórico-culturais nacionais, sejam eles tombados ou não.

Levando-se em conta o que foi observado, faz-se necessário que o Ministério da Cidadania, por meio do IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional -, promova uma ampla campanha de difusão da importância e localização do patrimônio nacional. Essa campanha deverá atuar em duas frentes: nas escolas, com visitas técnicas aos locais tombados, e para a população em geral através da veiculação de propagandas na televisão e internet. Esse esforço nacional de difusão deverá ter o fim explícito de conscientizar a população quanto a nossa riqueza histórico-cultural.