Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 20/07/2019

A diversidade étnico- cultural brasileira é fruto, primordialmente, da contribuição das matrizes indígenas, europeias e africanas, sendo o patrimônio histórico cultural uma representação do seus legados. Todavia, a degradação estrutural, descaso estatal e a carência de estímulos para valorização social impedem a manutenção dessa identidade. Portanto, medidas devem ser feitas para que a preservação do patrimônio deixado por esses grupos seja exercida e respeitada.

Mormente, é indubitável que a Constituição Federal de 1988 valoriza os patrimônios culturais, materiais e imateriais, que formam a identidade nacional brasileira. Entretanto, apesar do documento proteger esses bens, eles se apresentam estruturalmente deteriorados e em situação de descaso. Nesse viés, a falta de manutenção dos prédios e a escassez de verbas para atrair visitações, enfatizam a despreocupação estatal com a degradação do patrimônio histórico cultural do país. Assim, os locais são constantemente alvos de vandalismo e acidentes, resultantes da inobservância administrativa, como ocorreu no Museu da Língua Portuguesa.

Ademais, segundo o Complexo de vira lata, discutido por Nelson Rodrigues, há uma desvalorização de elementos nacionais e uma supervalorização de bens estrangeiros. Em vista disso, no sistema educacional e em meios midiáticos, não há sistemas informativos e atrativos para estimular a valorização e visitação dos patrimônios nacionais, causando um desconhecimento sobre os bens e espaços tombados. Por conseguinte, indivíduos constantemente visitam e admiram patrimônios internacionais, enquanto os nacionais são marginalizados, prevalecendo, assim, a exaltação de outros e a degradação identitária da nação brasileira.

Destarte, como primeira intervenção, é imperioso que o Ministério da Cultura, juntamente com o Ministério da Educação, insira no conteúdo programático anual das disciplinas de ciências humanas e artísticas discussões que enfatizem a importância da valorização da identidade histórico cultural nacional, formando um público apreciador. Outrossim, o Instituto do Patrimônio Nacional deve agir em conjuntura com os meios midiáticos, desenvolvendo propagandas para incentivar visitas à locais tombados. Logo, o exercício da cidadania e a valorização cultural do país deixarão de ser uma utopia.