Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 11/08/2019

Napoleão Bonaparte, em 1801, reinaugurou o Louvre, maior museu do mundo, por acreditar que o progresso nacional andava de “mãos dadas” com o conhecimento civil sobre grandes feitos históricos. Essa visão, embora adequada, não perpetua nas ações dos atuais governantes e entidades brasileiras, corroborando para a progressiva depreciação do patrimônio histórico cultural nacional. Tal questão, aliada a falta de interesse populacional, põe em risco a identidade do que é ser brasileiro.

A priori, convém ressaltar que diante da falta de reconhecimento, há escassos investimentos de instituições públicas e privadas para com a salvaguarda da identidade cultural brasileira. A título de exemplificação, tem-se o incêndio do museu nacional no Rio de Janeiro, em setembro de 2018, que por falta de verbas para manutenções, veio a carbonizar importantes monumentos históricos e científicos de caráter mundial. Diante disso, é por não reconhecer a importância da história como fonte de sustentabilidade de características intrínsecas de uma sociedade, que tais instituições cometem brutal erro.

Outrossim, o homem pós-moderno tornou a apreciação do passado algo disforme. Segundo Simone de Beauvoir, filósofa existencialista, é preciso erguer o povo à altura da cultura. Analogamente, é imprescindível meios que atraem a nova geração para espaços históricos e culturais, caso que não se observa na sociedade brasileira. Portanto, a falta de interesse populacional com o patrimônio histórico tem crescido, impossibilitando a ação social em prol da conservação destes locais.

Logo, a fim de aproximar os brasileiros com tais espaços, o governo geral em parceria com o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional), deve lançar projetos que contrabalança a tecnologia atual com os ambiantes históricos, afim de aproximar a nova geração com o seu passado. Ademais, o Ministério da Cultura deverá buscar alianças com empresas privadas para financiar a conservação do patrimônio histórico. Feito isso, o legado de Napoleão se evidenciará na sociedade brasileira.