Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 05/08/2019

Arte, identidade, negligência e abandono. Essas palavras formam o cenário do patrimônio histórico cultural brasileiro. Mesmo sendo essencial para a construção do país, a população não conhece a importância de sua preservação. Para melhor entendimento do tema, questões como falha educacional e estatal devem ser analisadas.

A priori, o desleixo educacional deve ser observado. Essa é a ausência de infraestrutura nas escolas, inexistência de aulas dinâmicas e inflexibilidade no modo de ensinar. Tais problemas formam cidadãos que não possuem conhecimento sobre a importância da cultura, já que de acordo com Immanuel Kant: ’’ o ser humano é aquilo que a educação faz dele’’. A exemplo disso, o incêndio no museu nacional em que muitas pessoas publicaram em redes sociais que queriam educação em detrimento de museus, demonstrando explicitamente a falta de compreensão a cerca da inseparabilidade desses assuntos. Portanto, cabe ao Ministério da Educação interferir para que o empasse seja sanado.

Outro fator a ser averiguado é a falha estatal. Para o filósofo John Locke, é dever do Estado garantir uma vida digna para o indivíduo possibilitando, entre outros, o acesso a educação e a cultura. Contudo, o Estado erra ao não fiscalizar o envio das verbas destinadas a manutenção de monumentos históricos, deixando-os vulneráveis a incêndios, infiltrações, formação de rachaduras em sua estrutura e até a perda total de prédios históricos e sítios arqueológicos.  Dessa maneira, o imperfeição da ação estatal é um fomentador dos desafios para a preservação da cultura e da  história do país.

Diante dos argumentos supracitados, a sociedade não conhece a relevância da conservação do patrimônio histórico cultural brasileiro. Logo, é dever do Ministério da Educação tornar obrigatória nas escolas a visita, custeada pelo Estado, a museus de todo o país realizando aulas de histórias mais dinâmicas a fim de estimular alem da curiosidade sobre o tema, a luta para que esse seja respeitado. Ademais, o Governo Federal deve fiscalizar, através da polícia federal, o envio de verbas para garantir que o capital reservado para a cultura seja entregue. Assim, a preservação da história e da cultura deixará de ser utopia no Brasil.