Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 20/08/2019
Durante o Antigo Egito, a Biblioteca de Alexandria foi um dos principais berços no que tange a confluência, a disseminação e a preservação do patrimônio histórico cultural e identitário, com isso, mesmo após milênios, tais culturas perpetuam-se e continuam vivas para a contemporaneidade. Não obstante, no que diz respeito à preservação de seu patrimônio histórico cultural, o Brasil está ao largo de ter tanto uma gerência administrativa, quanto uma consciência sócio-cultural profundamente calcada e centrada em sua preservação e revitalização. Por conseguinte, torna-se crucial uma análise: da importância da cultura brasileira como mecanismo identitário nacional e internacional, mais ainda da perda dessa identidade e história devido a destruições materiais.
Em primeira análise, o patrimônio histórico cultural é um dos fatores fundamentais para a constituição da identidade nacional e admiração mundial. Consoante o filósofo Francisco Bosco, a cultura é a dimensão onde o Brasil é mais admirado e respeitado internacionalmente, em virtude de que, a identidade nacional é calcada na riquíssima diversidade multiétnica – Índio, negro, europeu etc. Portanto, a beleza do patrimônio histórico cultural nacional, primeiro fundamenta a identidade brasileira, segundo serve para que, a mesma seja tão admirada e respeitada perante a comunidade internacional.
No entanto, junto à perda material do seu patrimônio histórico cultural, o Brasil também queima parte indubitavelmente fundamental de sua identidade. Tal como, o incêndio do Museu Nacional, em 2018, onde além da queima de cerca de 20 milhões de objetos, ouve ainda uma perda absolutamente imensurável em seu patrimônio identitário. Outrossim, faz com que, a sociedade brasileira se desconecte cada vez mais de sua própria história, encaminhando assim, para uma realidade onde o povo não se reconheça e nem valorize seu patrimônio histórico cultural, o que consequentemente leva à uma aniquilação da própria identidade.
Destarte, diante do exposto, cabe ao Governo através do Ministério da Cultura e da Educação criar um projeto – por meio de uma destinação maior do PIB, que atualmente é de 0,1%, para próximo de 1%, tal qual recomendado pela UNESCO – primeiramente com uma atuação no âmbito escolar com a criação de uma disciplina que trabalhe e valorize o patrimônio histórico cultural, assim como projetos, feiras e excursões escolares que abordem o mesmo. Segundo, por meio da mídia e da internet veicular campanhas de divulgação do patrimônio historio cultural material e imaterial – a fim de que, a exemplo de Alexandria, o Brasil possa preservar e propagar seu patrimônio histórico cultural, valorizando assim, sua própria identidade.