Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 11/08/2019

Na obra “Ensaio sobre a cegueira”, o escritor português José Saramago resalta: “Penso que não cegamos, penso que estamos cegos, cegos que veem, cegos que vendo, não veem”. Hodiernamente, a realidade da sociedade contemporânea brasileira é congruente à obra. Os indivíduos se omitem diante à preservação histórica e cultural do país. Deste modo, patrimônios estão se tornando gradativamente irrelevantes, devido o desconhecimento populacional e o descaso político.

A princípio, vale resaltar a importância do conhecimento de tudo que uma sociedade produziu. Logo, é indubitável que uma nação só alcança um futuro promissor através de um passado cheio de lições. Todavia, devido a falta de ensino qualificado para um reforço a identidade nacional, o brasileiro desconhece de forma progressiva a relevância da preservação dos patrimônios. Assim, além de se ocultar ao assunto, ajuda inconscientemente a apagar uma parte de sua memória.

Ademais, outra causa que aflinge o país é o desinteresse governamental com a proteção dos bens autóctones. De certo, com o fim da Guerra Fria no século XX, o capitalismo decolou no mundo. Com a adoção do sistema econômico, o Estado dispensa a proteção dos patrimônios, alegando se tratar de um atraso lucrativo à nação. Logo, os brasileiros não podem apoiar-se em projetos políticos para ajudar na preservação de toda uma identidade nacional.

Portanto, consoante ao filósofo racionalista René Descartes: “Não existem métodos fáceis para problemas difíceis”. Deixando claro, assim, a necessidade de grandes intervenções para defender toda uma herança brasileira. Deste modo, se faz necessário que o Ministério da Educação providencie devida significância à cultura e à história nos institutos educacionais, através de uma ampliação de aulas de sociologia e história sobre as mesmas. E, também, que o Ministério da Cultura aja progressivamente a cumprir sua função, preservar os patrimônios, por meio de leis que puna severamente políticas contra os mesmos. Para que, assim, a sociedade brasileira se afaste da obra proposta por José Saramago e proteja todos seus bens conterrâneos, se tornando efetivamente consciente.