Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 16/08/2019
O Cais do Valongo, patrimônio mundial tombado na cidade do Rio de janeiro, salvaguarda em sua presença, a memória coletiva e identitária da nação brasileira e a constituição dos povos afro-brasileiro. Sendo o local de desembarque de escravos trazidos do continente africano, o Cais do Valongo é o único vestígio material da chegada dos escravos no Brasil. A preservação do patrimônio histórico e cultural é um campo de disputas sociais, em razão de preservar a memória que, em muitos casos de disputas políticas, é ameaçado por discursos que negam o passado da nação.
O Carandiru, a exemplo, é um caso de disputa e apagamento de memória, em razão de que, pouco tempo após o massacre, foi demolido deixando em seu lugar um parque, que pouco condiz com o que houve naquele espaço e a história banhada a sangue que o grava. Entretanto, apesar de em alguns casos o patrimônio ser ameaçado por tais disputas, em outros o mesmo é salvaguardado por questões politicas, uma vez que, ao constituir identidade e história da nação, também se torna ponto turístico, o que gera grandes movimentações econômicas.
Em 2007 o Cristo Redentor foi eleito uma das setes maravilhas do mundo. Sua eleição envolveu uma forte campanha política e religiosa, contanto com a participação do presidente da república, na época, Luis Inácio Lula da Silva. O turismo em torno do Cristo Redentor, único patrimônio cristão da lista das sete maravilhas do mundo, é intenso e, veementemente usado para representar o país em convenções políticas e culturais.
Dessa forma, entende-se que o patrimônio histórico e cultural necessita de preservação, seja por contar e preservar memorias passiveis de alienação em detrimento de interesses, seja por seu fator de movimentação econômica. É necessário, portanto, que haja uma educação voltada para a discussão e valorização de tais patrimônios, de modo que a própria população cobre e fiscalize politicas publicas que preservem a sua historia.