Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 30/08/2019
Segundo o filósofo Émile Durkheim, a sociedade pode ser comparada com um corpo biológico, onde a estabilidade é dada pelo equilíbrio das partes que o compõem. Com base nessa icônica conceituação, pode-se inferir que, tal equilíbrio é rompido com o quadro de preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro. Desse modo, nota-se um explícito cenário de descaso vigente e desvalorização da cultura e história do país.
Em primeiro plano, é válido ressaltar a importância de tal preservação. O Brasil detém em seus variados museus, continências e artefatos histórico ciêntificos, dos quais representam a trajetória brasileira desde o momento em que expedições portuguesas marcharam no sul da Bahia, evidenciando uma relevância não só nacional, mas também mundial. Contudo, políticas e ideais preservacionistas perdem espaço constantemente em meio à uma sociedade disprovida dos princípios de valorização histórica.
Em segundo plano, cabe salientar a negligência por parte das estruturas governamentais. Servindo como exemplar, observa-se o incêndio no museu nacional do Rio de Janeiro, sucedido do ano de 2018, sendo reflexo de uma gestão de prioridades condenáveis e de escassos investimentos destinados à conservação dos centros em questão. Como conseguinte, há o compromentimento das infraestruturas e frequentes baixas referentes a preservação dos artefatos.
Torna-se indubitável, portanto, analisar o panorama, a fim de mitigar os impactos resultantes. Para isso cabe ao Governo Federal em parceria com o Ministerio da Cultura, avaliar os investimentos necessários, disponibilizando uma verba representativa para orgãos de restauração e fiscalização, assegurando que não haverá descuidos estruturais. Além disso, é imperioso que, o MEC junto das secretarias de educação, promovam atividades lúdicas para jovens e crianças em escolas, de caráter instrutivo quanto à importância da preservação histórica na sociedade. Desse modo, será possivel reestabelecer o equilíbrio na questão cultural em voga.