Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 05/09/2019

No início deste ano, houve um terrível incêndio no Museu Nacional, tragédia que repercutiu na mídia gerando grande indignação popular que não tardou a desaparecer, como se fosse apenas mais um desastre em um edifício qualquer. Porém, este centro de ciências era um patrimônio histórico e cultural e seu esquecimento reflete uma grande despreocupação não só governamental mas também social para com a preservação da história brasileira.

É de suma importância para um povo sua história, e as diversas regiões do país carregam em si uma carga cultural muito rica que contribuiu para a construção da identidade nacional, apesar disso, pode-se ver nitidamente essas raízes sendo esquecidas no processo de globalização e chegada da cultura estrangeira. Este fenômeno chamado vulgarmente entre os sociólogos de “complexo de vira-lata”, que compreende a valorização da cultura européia em detrimento da nacional, acarreta diretamente na destruição da alteridade brasileira, que muitas vezes é tida como estranha ou vulgar. Ainda é possível fazer um paralelo com a colonização do Brasil e o desmantelamento da cultura indígena.

É inegável que a desvalorização do patrimônio histórico leva as instituições que resguardam estes elementos culturais (como o museu citado) a uma situação de abandono político e social, gerando problemas financeiros, estruturais e de visibilidade. Neste contexto, um incêndio de um acervo riquíssimo é a “ponta do iceberg” de um problema muito maior.

Ante o exposto, fica claro a necessidade de órgãos governamentais atuarem no resgate da cultura brasileira, processo árduo que deve começar nas escolas com projetos do MEC ou secretarias estaduais, as prefeituras deveriam incentivar manifestações e formações de centros culturais, como é o caso das Oficinas culturais do Estado de São Paulo, e acima de tudo, o governo central deveria prover apoio financeiro e jurídico para a promoção da defesa cultural, pois como sentencia o ditado: “Um povo que não conhece sua história, está condenado a repeti-la.