Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 10/09/2019
Na Década de 1960, o governo do Egito solicitou a ajuda da UNESCO, que realizou uma campanha para a realocação de Abu Simbel, um templo egípcio antigo, a fim de salvá-lo de um alagamento para a construção de uma enorme represa. Enquanto isso, no Brasil, mesmo com leis de proteção dos patrimônios que remetem a nossa memória histórica, o interesse político em investir na preservação destes locais não é grande, sendo sempre sobreposto pelo interesse econômico, além da impunidade para os crimes que prejudiquem esses locais. Desse modo, faz-se mister a tomada de medidas para a mudança desse contexto.
A princípio, é imprescindível ressaltar que o desdém do poder público com os acervos históricos causa danos irreparáveis para a historiologia de sua população. O incêndio do Museu Nacional do Rio de Janeiro em 2018, causado por ausência de reforma e reduções orçamentárias, faz com que parte da biografia nacional tenha sido reduzida à cinzas. Após o incidente, tentou-se reconstruir o enorme inventário do museu com fotos tiradas pelos visitantes.
Outrossim, é necessário analisar que alguns políticos e empresas construtoras não veem com bons olhos a conservação de bens culturais físicos. Em São Paulo, a demolição feita por uma construtora de modo criminoso, reduziu em entulho um conjunto de sobrados que fazia parte de bens tombados. De acordo com os causantes, que foram punidos com uma multa de valor irrisório, a demolição foi feita para a construção de uma série de prédios. Logo, nota-se que apenas o tombamento não pode ser a única garantia de preservação patrimonial.
Depreende-se, portanto, a necessidade de medidas efetivas que preservem de forma eficaz o patrimônio cultural brasileiro. Para tanto, cabe à UNESCO e a Ministério da Cidadania - agente das Nações Unidas que atua nas áreas da cultura e responsável pela proteção da cultura brasileira -, devem realizar campanhas por meio da mídia para o recebimento de doações de empresas e ONGs, dando benefícios aos doadores, como isenção de alguns impostos, para que se invista de maneira adequada nas necessidades de conservação patrimonial. Ademais, o Poder Legislativo deve criar leis que punam de modo eficaz quem cometer algum ato infracional que interrompa o bom funcionamento das localidades históricas. Assim, mesmo não movendo templos, como no Egito, o Brasil protegerá seus bens de possíveis ameaças.