Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 14/10/2019

De acordo com a perspectiva filosófica do escritor George Santayana, “aquele que não pode lembrar o passado, está condenado a repeti-lo”. Atualmente, é perceptível que os patrimônios históricos culturais são vítimas da negligencia governamental, no qual proporciona problemas estruturais e problemas com a preservação do espaço cultural. Tal realidade, estimula um comportamento social de descaso com aquilo que remete o passado, trazendo a problemática de uma população que não conhece a construção histórica e os aperfeiçoamentos da sociedade que vive, portanto à despreza.

A constituição cidadã de 1988, prevê que os patrimônios culturais devem ser protegidos contra a destruição e descaracterização, porém tal dever não é cumprido de maneira efetiva pelo estado. A falta de investimentos em patrimônios históricos, proporciona problemas com a conservação de objetos e muitas das vezes com o próprio bem arquitetônico. Dessa forma, a lei Constitucional que garante a preservação do bem histórico, compromete a sua funcionalidade, colocando em risco os bens públicos e a possibilidade de perca permanente de artifícios importantes que servem como referência histórica para a população brasileira.

Outrossim, a sociedade brasileira passou por diversos processos e marcos históricos que caracterizam o desenvolvimento da nação. Para que sejam evidenciados os desdobramentos da sociedade brasileira, os patrimônios históricos são fundamentais, portanto, devem ser conservados. Segundo o pensador contemporâneo Mário Cortella, “quando estiver no fundo do posso a primeira coisa a fazer é parar de cavar”. Dessa forma, o problema comportamental da sociedade brasileira que despreza o patrimônio histórico cultural, precisa ser interferido com mudanças socioculturais, efetivas, que demonstre a necessidade dos bens culturais para a contemporaneidade.

Nota-se que os patrimônios culturais exercem uma extrema importância na sociedade atual. Sendo assim, cabe ao Ministério da Cidadania, estimular de maneira efetiva, a conscientização da população - pelo saber histórico e pela construção de bens arquitetônicos brasileiros-, realizando debates e palestras nas instituições educacionais. Do mesmo modo, é de suma importância incentivar que o tema seja colocado em pauta pelo governo federal, com o viés de influenciar o apego populacional pela causa. Portanto, apenas com as medidas cabíveis a serem tomadas, será possível estimular o interesse da população e consequentemente a preservação do patrimônio histórico.