Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 12/09/2019
A Biblioteca de Alexandria, local em que se encontravam inúmeros papiros -documentos escritos- e outras obras, que acabaram perdidas com o incêndio no século 3 a.C. À vista disso, é notório que o descaso com o patrimônio histórico cultural não é atual, sendo o Brasil, também, negligente no que tange a preservação da identidade do país. Assim sendo, urge medidas por parte do Estado aliado com a contribuição do corpo social para melhor salvaguardar o patrimônio brasileiro.
Em primeiro plano, o sociólogo polonês Zygmunt Bauman elaborou o conceito de “Instituição Zumbi”, consoante o qual defende que algumas entidades deixaram de exercer sua função, incluindo-se o Estado. Sob tal ótica, é valido destacar o Museu Nacional do Rio de Janeiro, que pegou fogo queimando pesquisas e artefatos históricos que jamais poderão ser recuperado por falta de reformas e o corte de verbas, assim, atestam o descaso público quanto à trágica perda de um acervo imprescindível ao legado histórico brasileiro.
Outrossim, uma marca importante da construção histórica são as estátuas e igrejas espalhadas pelo Brasil, esses também são patrimônios que devem ser protegidos e, cabe não apenas o Estado preservar, mas também a população, sem depreciar e depredar a memória materializada, para que assim, todos colaborem para assegurar a história do país. Outro ponto, que merece um olhar atento, harmoniza-se com a visão do escritor José Saramago de que são os próprios habitantes que atuam diretamente na manutenção das tradições. Conforme advoga o pensador português, o sujeito contemporâneo, conduzido pela cegueira moral, age de maneira irracional. Nesse sentido, nota-se que a educação patrimonial é um passo fundamental na configuração das questões estruturantes da sociedade.
Em suma, é evidente a necessidade de uma cultura de preservação por parte do estado junto com a ajuda da população. Destarte, o Estado deve assegurar maior proteção ao patrimônio histórico, entretanto, precisa ser fiscalizado por meio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), responsável pela preservação e divulgação do patrimônio material e imaterial do país. Para que, dessa maneira, a memória do país seja assegurada e que a população se auto-identifiquem com a história do local que vive. Ademais, torna – se pontual que o Ministério da Cultura busque deixar a população mais próxima da história e arquitetura do país, por meio da educação patrimonial e divulgação das localizações de museus históricos, garantindo que todos possam entender sua cultura e valoriza-la.