Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 20/09/2019
O patrimônio relaciona-se a uma ideia de ‘‘pater’’, ou seja, o que é repassado, podendo obter valor econômico ou sentimental. Dessa forma, ao associar os elementos presentes em uma sociedade, construídos ao longo do tempo, a fim de determinar a identidade cultural d povo, nota-se que na sociedade hodierna está sendo bastante desvalorizado, assim, limita as construções das memórias históricas. Além disso, é notório que o Estado negligencia o passado de um gigante país miscigenado, pois não desenvolve uma educação que vise a preservação tando material, quanto imaterial do território.
A princípio, na sociedade brasileira contemporânea, há um conflito mediante à valorização dos legados históricos e o que será passado para as futuras gerações, visto que a sociedade é dinâmica e variável. Na Idade Média, com o advento do cristianismo, houve uma mudança na ideia de patrimônio, porque na prática cristã, houve imposição de novos hábitos compartilhado por diversas pessoas, sendo considerado comum entre os fieis. Soma-se a isso, a desvalorização das outras religiões, propenso a disputas e exclusão de grupos, considerando-os minorias.
Por conseguinte, é evidente que há uma invisibilidade do Estado quanto a questão do patrimônio como um todo. Segundo o escritor Lima Barreto, em sua obra “O triste fim de Policarpo Quaresma’’, mostra que Policarpo foi enviado à um hospital psiquiátrico, pelas autoridades da época, por tentar valorizar sua cultura. Nesse contexto, vê-se que valorizar a cultura é uma forma de rememorar o passado que precisa se fazer presente, ação que não é reconhecida pelas autoridades, assim, gera um esquecimento da história e das relíquias.
Logo, preservar o patrimônio histórico-cultural rememora a identidade do povo e valoriza as tradições. Por esse motivo, é necessário que o Governo juntamente com as políticas midiáticas, propague a importância do reconhecimento das heranças deixadas ao longo do tempo e hereditariamente, repasse os valores para as gerações futuras, propagando assim, por meio de comerciais televisivos em diferentes horários para diferentes faixas etárias, com a finalidade de despertar interesse de buscar informações sobre patrimônios e culturas diferentes. Para mais, o Estado deverá mobilizar parcerias com empresas privadas, para que sejam destinadas verbas, visando a construção de museus e galerias, para que escolas visitem e ensinem, desde a infância, a identidade e a história do nosso pais. Dessa forma, todos reconhecerão a história e a identidade de diferentes locais, e principalmente, respeitar os costumes e tradições do outro.