Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 28/09/2019
Na obra “Triste fim de Policarpo Quaresma”, de Lima Barreto, a personagem citada defende o reconhecimento da língua Tupi-Guarani como idioma oficial do Brasil, com o objetivo de valorizar e manter a cultura indígena. Entretanto, preservar um patrimônio histórico e cultural requer investimentos e consciência da sua importância para a história de um país.
Em primeiro plano, ressalta-se a necessidade do aprendizado sobre a tradição e a cultura de um local, já que, esses dois fatores foram essenciais para a construção da identidade nacional. Zygmunt Bauman, em suas obras sobre Modernidade Líquida, destaca a tecnologia como mola propulsora da cultura do imediatismo, em que “Nada foi feito para durar”, como ele mesmo afirma, paralelo a isso, é preciso ter o conhecimento de que a história representa a perpetuação, e não a efemeridade, de algo.
Ademais, o abandono às raízes histórica e cultural representa a negação daquilo que fez parte da construção do indivíduo, visto que, o espaço onde o cidadão cresce tem total influência em sua formação social. Segundo George Santayana, filósofo e escritor, é de suma importância que a sociedade lembre-se de seu passado para que não repita os mesmos erros, como é o caso de conflitos mundiais.
Evidencia-se, portanto, que preservar o patrimônio histórico e cultural é imprescindível para o desenvolvimento social e econômico de um país. Logo, é evidente a necessidade de que o Governo estimule o investimento à cultura através da Lei Rouanet a fim de democratizar o seu acesso à toda população, além de punir corretamente indivíduos que realizam atos de crime contra esses patrimônios. Instituições educacionais devem, também, realizar palestras e programas escolares sobre a defesa da cultura com o intuito de transformar jovens em futuros adultos conscientes que praticam a cidadania.