Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 04/10/2019

O incêndio do Museu Nacional Do Rio de Janeiro, em 2018, destruiu materiais e objetos que representavam a historicidade brasileira. Essa catástrofe demonstrou o quanto é inadequada a preservação do patrimônio cultural no Brasil. Dentre os impasses que resultam nesse quadro estão a não aplicação das políticas existentes e a ausência de mobilização da sociedade, sendo o rearranjo desses fatores as formas de reestabilizar o bem estar da memória nacional.

Desde a Era Vargas, o Brasil possui o Instituto Do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional(IPHAN) com diversas diretrizes direcionadas à preservação material e cultural. Contudo, mesmo passando quase um século da criação da instituição, a preservação ainda não foi alcançada no campo prático, visto que a legislação não sai do papel.Isso se dá em função de que não há um esforço político direcionado à manutenção, limpeza e restauração das obras e objetos.

Ademais, é necessário enfoque na desmobilização da sociedade. Na última década, o Brasil perdeu, em incêndios, 8 instituições relacionadas à preservação cultural, incluindo o Museu de Língua Portuguesa, conforme dados do IPHAN. Um grande exemplo são os sucessivos déficts orçamentários do Parque Nacional Da Capivara, onde se encontra o fóssil mais antigo da América do Sul. Nesse sentido, por não haver uma pressão da sociedade pela correta manutenção dos museus, o poder público simplesmente negligencia a causa.

Infere-se, portanto, que medidas são pertinentes para minimizar essa problemática. Desse modo, cabe ao Ministério da Cidadania, por intermédio de seus recursos e pessoal, promover reformas e reajustes orçamentários das instituições preservacionistas.Simultaneamente, as ONGs vinculadas à cultura, por intermédio de suas verbas e profissionais, devem desenvolver anúncios publicitários no Youtube sobre a situação dos museus e parques nacionais.