Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 05/10/2019
Segundo a Constituição de 1988, todo e qualquer monumento que remeta à história e cultura brasileira deve ser preservada pelas instituições governamentais nacionais. Entretanto, o recente incêndio no Museu Nacional torna aparente que a preservação da história e cultura do Brasil é decerto neglicenciada por tais órgãos do governo. Portanto, é necessária a reformulação dessa postura governamental de maneira urgente, seja pelo incentivo à manutenção por parte da massa pública, seja pelo aumento de finanças destinadas à proteção do patrimônio do país.
A priori, é imperativo pontuar que a má preservação do patrimônio histórico brasileiro é intensificada pelos atos de vandalismo realizados por parte da sociedade do país. Tal panorama se evidencia, por exemplo, ao comparar as teorias da banalidade do mal e responsabilidade social, da socióloga Hannah Arendt, ao problema mencionado. Afinal, como já se tornou habitual a presença de pichações em diversos muros em cidades de grande porte, o povo inconscientemente naturaliza tal vandalização do espaço e não reflete sobre a necessidade de retaliação contra tal postura. Para isso, é necessário uma maior conscientização da população a respeito do tema.
Outrossim, é imperioso destacar que a proteção do espaço reservado à memória histórica e cultural no país necessita de recursos financeiros para ser inteiramente implementada. Como objeto de comparação, a catedral de Notre Dame, patrimônio cultural francês que sofreu um incêndio no primeiro semestre de 2019, recebeu ajuda monetária de boa parte da União Europeia, assim como doações de diversas regiões do globo. Com a revolução tecnológica à disposição do governo nos tempos hodiernos, a preservação de monumentos importantes para a história do país, como o Cristo Redentor, torna-se garantida. Portanto, faz-se essencial que as associações governamentais planejem a manutenção do espaço cultural de acordo.
Depreende-se, portanto, a necessidade de investir na preservação do patrimônio histórico e cultural no Brasil. Para tanto, cabe ao Ministério da Cultura, órgão governamental responsável pela manutenção da história brasileira, juntamente com o Ministério da Educação, propagar campanhas pelas redes sociais e jornais que conscientizem a população sobre a necessidade de se manter preservado o espaço público, além de incentivar discussões e projetos escolares para auxiliar na manutenção de tais espaços. Além disso, o Ministério da Economia, instituição que cuida da administração financeira, deve separar fundos específicos para a proteção de monumentos históricos, incluindo a limpeza, a organização, e a formação de áreas específicas para a construção da memória nacional. Assim, quiçá, poder-se-ão evitar tragédias como o incêndio no Museu Nacional.