Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 04/10/2019
Lima Barreto, através de sua obra, ‘‘O Triste Fim de Policarpo Quaresma’’, retrata uma distopia na qual ressalta em 1915 o descaso da nação com o patrimônio histórico e cultural brasileiro. Não muito longe da realidade, o livro reflete a realidade atual vivida por nosso país, uma vez que os fatores dessa problemática estão relacionados com o descaso da população e da falta de investimento governamental ao não valorizar seu passado.
Em primeiro plano, urge analisar o descaso da população brasileira. Durante a primeira geração romântica da literatura, foi priorizada a formação e valorização da identidade nacional. Entretanto, na contemporaneidade, ocorre o processo inverso, pois o brasileiro acaba não valorizando a sua própria cultura, sendo essa inferioridade intitulada pelo Escritor Nelson Rodrigues como “complexo de vira-lata”. Assim, a desvalorização dos elementos afeta a questão do patrimônio, agravando o problema no país.
Além do mais, ressalta – se a falta de investimento governamental como outro fator preponderante para dificultar a preservação do patrimônio histórico e cultural brasileiro. Sob esse âmbito, segundo o site UOL, justifica-se a realidade do brasileiro menosprezar sua ancestralidade, já que apenas 0,3% do Produto Interno Bruto são destinados para a manutenção de bens materiais e imateriais. Esses dados podem ser comprovados com o incêndio que destruiu o Museu Nacional, na zona norte do Rio de Janeiro, especializado em história natural e mais antigo centro de ciência do país. Segundo o site do G1, o museu tem sofrido corte de verbas desde 2014 e apresentava sinais de má conservação. Diante disso, surge à necessidade de maior valorização ao patrimônio histórico para que o Estado Nacional não seja um causador desse descaso.
Depreende – se, portanto, a necessidade de se preservar o patrimônio histórico e cultural brasileiro. O IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – deve desenvolver projetos de valorização da cultura material e imaterial brasileira, veiculados através da mídia física e online, para que, dessa maneira, a memória do país seja assegurada e que a população identifique - se com a história do local em que vive. Além disso, cabe ao Ministério da Educação – responsável por organizar o sistema de ensino do país - inserir matérias voltadas à valorização do patrimônio histórico cultural na grade curricular, além de promover junto às escolas, visitas a museus, peças de teatro e bibliotecas, no intuito de despertar a sensibilidade e respeito à diversidade cultural. Feito isso, o descaso tratado na obra de Lima Baretto não acontecerá.