Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 02/10/2019
Diamantina, Ouro Preto, Olinda e Rio de Janeiro, esses são algumas cidades consideradas patrimônios que possuem grande importância para a formação de memórias históricas e culturais do povo brasileiro. Entretanto, atualmente, vê-se que a preservação dessa herança popular, sobretudo no âmbito material, não está sendo efetivada por causa da desvalorização social e governamental. Nesse sentido, é fundamental analisar essa problemática a fim de amenizá-la.
Em primeiro lugar, é notório que a falta de incentivos governamentais põe em risco a existência de patrimônios em gerações futuras. Ademais, verifica-se que ao cortar as verbas voltadas para a manutenção estrutural coloca-se em risco o local e também as pessoas que o frequentam. Em 2018, a emissora de televisão Record divulgou a notícia que o Museu Nacional pegou fogo e as chamas consumiram objetos e documentos que compunham parte da história brasileira. Esse fato ocorreu pois o governo não buscou proteger a herança popular e como consequência houve perdas culturais para a constituição da História Nacional.
Outrossim, vê-se que a pouca participação popular na área cultural impede a busca por melhorias para o cuidado dos patrimônios. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), 70% dos brasileiros nunca foram a um centro cultural ou a um museu. Diante disso, percebe-se que os indivíduos não conhecem as suas raízes, seja por não possuírem condições financeiras, seja por desinteresse. Com isso, o processo de formação de cidadão passivo é intensificado e as pessoas passam a não exigir das autoridades o zelo pelo patrimônio.
Portanto, fica claro, que é preciso valorizar as heranças patrimoniais. Por isso, o Governo deve investir em obras na manutenção estrutural dos locais não cortando as verbas para que esses possam ser cultivados à longo tempo. Além disso, a Escola, desde o ensino infantil deve impulsionar o interesse dos alunos por meio de projetos que visem ir a locais que fazem parte da história do lugar, assim as crianças e jovens conhecerão de forma dinâmica os lugares e provavelmente se tornarão cidadãos conscientes e ativos.