Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 03/10/2019
No Século XIX, com a transferência da Corte portuguesa para o Brasil, inicia-se um processo de planejamento urbano, visando adequar as cidades ao padrão monárquico. Nesse contexto, tornou-se fundamental a construção de edifícios públicos, que hoje constituem parte do patrimônio histórico cultural brasileiro. Assim, a preservação desse e outros bens do legado da pátria, é preocupação de toda a nação.
A priori, é fato que o descaso governamental contribui para a problemática. Do ponto de vista do sociólogo Zygmunt Bauman, a atualidade é regida pelo conceito de “Modernidade Líquida”, onde nada é feito para durar. Sob essa perspectiva, a preocupação estatal é direcionada para obras contemporâneas, estando a preservação das já existentes em segundo plano. Assim, o desdém é traduzido em dano patrimonial, como o verificado no incêndio que acometeu o Museu Nacional Brasileiro.
Outrossim, o desinteresse por parte da população também persiste como fator contribuinte para o entrave. De acordo com a Escola de Frankfurt, cultura e a arte encontram-se a mercê da lógica capitalista. Dessa forma, a procura por constituintes do patrimônio histórico diminui, já que esses, sob a ótica da “Indústria Cultural”, possuem pouco valor de mercado. Logo, o consumo é direcionado para setores lucrativos, como os leilões de obras artísticas.
Portanto, faz-se urgente a adoção de medidas que solucionem o problema. Urge que o Ministério da Educação (MEC), por meio de verbas destinadas para tal, promova em escolas e universidades, palestras com historiadores brasileiros, salientando a necessidade do patrimônio histórico como agente construtor da identidade nacional brasileira. Ademais, é imprescindível a adoção, por parte do MEC, de visitas dos alunos da rede pública de educação, a museus e edifícios registrados como herança histórica, explorando suas belezas estéticas e culturais, para que assim se estabeleça o sentimento de preservação em toda a sociedade.