Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 12/10/2019

De acordo com o conceito filosófico de “determinismo”, o ser humano é o produto do meio em que vive e das heranças culturais e históricas recebidas. Nada obstante, no Brasil, há um impasse no que se refere à compreensão dos recursos herdados em razão do desafio de preservar o patrimônio histórico-cultural. Em síntese, corrobora o revés tanto a negligência governamental, quanto a falta de educação cultural.

Mormente, é fulcral salientar que, segundo a jurisprudência brasileira, a teoria prevê a função de garantir a valorização das manifestações culturais do País ao Estado. Todavia, os notáveis e constantes casos de incêndios nos museus—resultantes da falta de revisões—, do Brasil, exemplificam o descuido desse para com o acervo histórico  dessa nação. Desse modo, o fruto gerado, pela postura assumida pelo Governo, é um empecilho à difusão da origem da identidade do povo tupiniquim às futuras gerações.

Outrossim, vale ressaltar uma educação que fomenta o “analfabetismo cultural”. De acordo com Rubem Alves, educador brasileiro, as escolas podem representar asas ou gaiolas, haja vista que podem proporcionar voos ou alienação. Seguindo essa ideia, a falta de educação cultural dentro do âmbito escolar ascende o alienamento do indivíduo acerca  das memorosas riquezas que possui o País. Em suma, o desconhecimento é um entrave à manutenção dos opulentos bens materiais e imateriais.

Portanto, depreende-se a necessidade de medidas que objetivem contornar esse desafio. Para tanto, cabe ao Poder Público fornecer ações efetivas e consistentes de preservação dos patrimônios, por meio da contratação de engenheiros para manutenção e fiscalização das estruturas dos edifícios, visando por fim ao ciclo de incêndios em museus brasileiros. Ademais, as instituições escolares devem difundir conhecimento cultural, por intermédio de aulas de educação patrimonial, com o fito de fornecer a alfabetização a respeito do conjunto de valores transmitidos de outras gerações. Assim, observar-se-ia um corpo social que preza os artefatos históricos e culturais que formam sua identidade.