Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 06/10/2019

Considerado patrimônio mundial pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), as Ruínas de São Miguel do Arcanjo representam vestígios do período das Missões Jesuíticas no Brasil. Hodiernamente, a preservação do patrimônio cultural do país é um método utilizado para resguardar as características históricas do local. Destarte, é imprescindível o investimento nessas obras e a aplicação de leis que visam protege-las.

Convém ressaltar, a priori, a importância do capital investido na preservação de heranças históricas. Isso porque, sendo essas resquícios que possibilitam o conhecimento das práticas, utensílios, etc, do passado, no caso de perdas irreversíveis, o estudo da evolução da humanidade será debilitado. Exemplo disso recai no Museu Nacional, o mais antigo instituto científico do Brasil, que incendiou após sua permanência, por longa data, em situação de abandono.

Ademais, é essencial a aplicação de leis que facilitam a preservação histórica brasileira. Nessa lógica, o projeto de Lei 10835/18 altera a Lei Rouanet para incentivar a proteção de museus, bibliotecas e arquivos brasileiros, visto que armazenam acervos únicos. De maneira análoga é possível perceber, no Brasil, a recorrência de demolições e abandonos à essas estruturas. Tal problemática representa um grave retrocesso.

Faz-se urgente, portanto, a tomada de medidas atenuantes aos entraves abordados. Para isso, o Poder Legislativo deve desenvolver leis criminalizadoras de atos de descaso aos patrimônios culturais brasileiros, a fim de aumentar sua longevidade. Outrossim, cabe ao indivíduo, através das redes sociais, divulgar o desleixo ocorrido nas mesmas, tornando, assim, o tema explícito à sociedade. Com tais ações será possível, por fim, dar devida importância à história do país.