Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 06/10/2019
No dia dois de setembro de 2018, o Museu Nacional, localizado no estado do Rio de janeiro, foi vítima de um incêndio que destruiu milhares de acervos contempladores da história do Brasil e de seus formadores. Apesar disso, muitas pessoas não consideraram o acidente como algo relevante para sociedade e não fizeram nada para cobrar ao governo atitudes de proteção à herança histórica brasileira. Tomando como base esse ocorrido, percebe-se a importância de preservar o patrimônio histórico e cultural brasileiro, visto que ele abrange a identidade da nação, além de ser um meio de impedir o avanço da homogenização sobre a cultura popular.
Em primeira análise, é válido expor o pensamento do sociólogo brasileiro Gilberto Freyre, o qual analisa o passado colonial do Brasil a fim de traçar a identidade de seus habitantes. Ao fazer isso, Freyre conclui que os brasileiros são híbridos, ou seja, a fusão de elementos culturais dos europeus, africanos e nativos contribuiu para a formação da cultura brasileiro. Dessa forma, nota-se que a análise dos conjuntos de práticas dessas três etnias foi fundamental para arquitetar a identidade proveniente da mistura entre elas, o que evidencia a importância da preservação dos artefatos, materiais e imateriais, formadores de um povo.
Em segunda analise, é importante esclarecer que o mundo se baseia nos fundamentos propostos pelo sistema capitalista, cujo objetivo é o acúmulo de capital, sem levar em consideração as consequências causadas pelos meios de alcançá-lo. Sendo assim, a chamada “Industrial Cultural”, controlada pelos países dominantes, atua no globo a fim de propagar uma cultura de massa que gere lucro e domine aquelas particulares de cada povo. Assim, com a finalidade de barrar essa expansão homogenizadora, a conservação do patrimônio histórico e cultural se mostra como uma ação eficaz, uma vez que ao garantir a segurança da permanência dos elementos culturais nacionais, a cultura de massa não conseguirá dizimar práticas que levaram séculos para serem construídas.
Portanto, é perceptível que a preservação do patrimônio histórico e cultural é uma maneira de assegurar ao povo a sua identidade e de resistir às tentativas de homogenizar a cultura popular. Desse modo, o Ministério da Cidadania deve trabalhar pela preservação dos acervos culturais brasileiros por meio da promoção de eventos que visem mostrar à população a diversidade cultural, informando-lhes, com palestras mediadas por museólogos e antropólogos, sobre a importância do ato de preservar e apreciar. Pois, somente assim, haverá cidadãos cientes de sua identidade e que lutem pela manutenção e propagação da mesma, fazendo com que eventos, como o incêndio no museu nacional, jamais apaguem a história da nação brasileira.