Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 07/10/2019

Em 1808, com a chegada da família real portuguesa no Brasil, houve mudanças significativas nos aspectos culturais, como, por exemplo, a criação do museu e da biblioteca real. Nesse sentido, nota-se que, no século XIX, havia preocupação com a proteção histórica, entretanto, no século XXI, há desafios para a preservação do patrimônio histórico cultural. Dessa forma, o descaso governamental corrobora para o óbice, seja pela falta de compreensão da importância do patrimônio histórico, seja pela má gestão das verbas públicas.

Mormente, sabe-se que o patrimônio diz respeito a identidade cultural do lugar e, por isso, é necessário preservar a sua memória, com subsídios governamentais. Por outro lado, essa proteção não ocorre efetivamente, pois não há incentivo à visitação dos monumentos, que facilita a não compreensão da importância dele, já que 70% dos brasileiros nunca foram a um museu, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Sob essa ótica, o filósofo Confúcio dizia que para entender o futuro bastava estudar o passado, no entanto, essa falta de visitação propicia para o pagamento da história nacional. Assim, faz-se necessário a atuação governamental para a atenuação do problema.

Em segundo lugar, é evidente que há uma má gestão de verbas públicas na preservação do patrimônio histórico cultural. Acerca disso, Marx defendia que o capitalismo, investe, principalmente, em setores que dão lucros altos, dessarte, esses monumentos históricos não têm tais lucros, então, recebem menos dinheiro, consequentemente, ficam com sua infraestrutura debilitada. Com base nisso, o incêndio que destruiu o museu nacional, antigo museu real, no Rio de Janeiro, comprova o descaso governamental, visto que estavam recebendo poucas verbas nos meses anteriores.

É mister, portanto, que o Estado tome providência para promover a proteção dos patrimônios históricos e culturais. Logo, cabe ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, que responde ao Ministério de Educação e Cultura, que criem, por meio de verbas públicas, um projeto de preservação dos monumentos nacionais. Somado a isso, é imprescindível que o dinheiro seja investido na restauração da infraestrutura dos contros históricos, a fim de que pessoas e escolas façam mais visitas e aprendam sobre a importância da preservação desses lugares e o quanto eles contribuem para a história nacional.