Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 08/10/2019

Os modernistas da Semana de Arte Moderna de 1922, em São Paulo, marcaram a história com um novo ideal de arte brasileira, por exemplo, o movimento antropofágico, idealizado por Tarsila do Amaral e Oswald de Andrade, tinha como objetivo “ingerir” a cultura europeia e outras influências para formatar uma arte, genuinamente, brasileira. Nesse contexto, foi possível entender que a preservação da cultura é fundamental para entender o passado, construir o presente e planejar o futuro. Assim, é necessário preservar nossa história e a internet pode útil nesse processo.

A priori, preservar o patrimônio histórico é valorizar nossa identidade nacional. Nesse contexto, o Brasil foi um dos primeiros países da América a criar um instituto do Patrimônio Histórico e Artístico (IPHAN) em 1937, durante o governo de Getúlio Vargas. No entanto, o baixo investimento nesse órgão governamental prejudica o objetivo de preservação e conservação de nossa memória e história, como divulgado no portal de notícias G1. Além do exposto, esse reduzido investimento facilita a ocorrência de “acidentes”, como o incêndio do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que ocorreu em 2018.

A posterior, a internet pode ser uma ferramenta útil na preservação do patrimônio. Isso porque, no mundo conectado, a internet é inerente às atividades e relações sociais. Tal abordagem está relacionada com o que o sociólogo Manuel Castells caracteriza como “sociedade informacional”, na qual há uma rede de conexão que interliga informações e pessoas a todo momento. Então, é possível englobar essa ferramenta digital em museus e eventos de exposição de artes. Nesse contexto, diversos museus já apresentam a modalidade de ser virtual e permitir o acesso por sites específicos, por exemplo, o Museu Imperial tem essa possibilidade.

Portanto, para preservar a cultura brasileira, o Governo, através do Ministério da Cultura, deve aumentar investimentos no IPHAN, por meio de licitações planejadas e regulares, para que seja possível financiar o reparo e conservação de patrimônios materiais e patrocinar projetos que conectam museus à realidade virtual, como o projeto ‘‘Era virtual’’. Além disso, empresas, por meio de institutos, como o Itaú cultura, podem fomentar projetos culturais em comunidades pobres, através de eventos amplos, como festival de artes e exposição de filmes, para que seja possível aumentar o acesso à arte e à cultura pela população mais carente. Assim, o objetivo dos modernistas do século passado será mais amplo na sociedade brasileira atual.