Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 09/10/2019
A primeira fase do romantismo brasileiro se caracterizou por suas obras ufanistas, que exaltavam o país com a valorização da cultura nacional. Contudo, ao analisar o patrimônio histórico cultural do Brasil, vê-se que esse ideal não se faz presente no atual cenário vigente. Nessa perspectiva, percebe-se a consolidação de um grave problema de contornos específicos, seja em virtude do descaso populacional, seja pela negligência das autoridades.
Convém ressaltar, a princípio, que a omissão dos cidadãos caracteriza-se como um complexo dificultador. De acordo com o ativista jamaicano Marcus Garvey, um homem que não conhece suas origens, é como árvores sem raízes. Nesse espectro, é perceptível, portanto, que há certo desinteresse por parte da população em relação às riquezas culturais do país. Nessa ótica, tal conjuntura pode ser evidenciada ao analisar o aumento de vandalismo em patrimônios. Desse modo, caso o quadro explicitado permaneça, culminará, aos poucos, em uma lenta perda de memória populacional, transformando o tecido social em “árvores sem raízes”, como enalteceu Garvey.
Além disso, outra dificuldade encontrada é a imprudência do Governo. Segundo Aristóteles, a função da política é garantir o equilíbrio e bem-estar da sociedade, por meio da justiça. Nessa conjuntura, vê-se que o equilíbrio não está sendo buscado no cenário nacional, posto que as políticas públicas e as verbas destinadas ao reparo e preservação de bens nacionais são incipientes. Nesse espectro, o incêndio no Museu Nacional Do Brasil, em setembro de 2018, solidifica-se como uma prova da inação governamental, uma vez que, caso os devidos reparos tivessem ocorrido, o fato poderia ser evitado.
Torna-se evidente, portanto, que tais entraves precisam ser solucionados. Logo, é imperioso que as escolas realizem projetos estudantis, durante o período de aula, através das disciplinas de História, Filosofia e Sociologia, afim de incentivar a população a dar mais atenção ao passado. Outrossim, o Ministério da Cultura deve promover campanhas publicitárias, por meio das redes sociais, bem como o Instagram, Facebook e YouTube, em parceria com os influenciadores digitais, com intuito de trazer mais informações sobre a importância da história brasileira. Assim, espera-se que o sentimento ufanista resgate a valorização de patrimônios nacionais.