Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 10/10/2019

O patrimônio histórico pode ser definido como um bem material, natural ou imóvel o qual possui significado e importância artística, cultural, religiosa, documental ou estética para a sociedade. Hoje, a responsabilidade de preservar a seriedade da herança histórico-cultural brasileira deve ser compartilhada entre a comunidade e o governo, que frequentemente se mostram indiferentes à questão.

Convém ressaltar, a princípio, que o descaso social é um dos entraves para o cenário atual, porque a população é desinformada quanto aos bens e aos espaços tombados, pois há o desconhecimento do conceito e da importância do patrimônio. Segundo a expressão “complexo de vira-lata” cunhada pelo dramaturgo Nelson Rodrigues, o brasileiro desvaloriza os elementos nacionais, mas supervaloriza os acervos e os locais estrangeiros, haja vista que, por exemplo, o patriota vive viajando para o exterior e visitando museus e igrejas, porém não fazem o mesmo em território natal. Logo, o panorama contribui para a falta de visitação às riquezas do Brasil, levando indivíduos a não se importarem com os seus tesouros, o quais constroem a memória e as histórias de uma nação.

Além disso, nota-se que a negligência governamental é o principal desafio no quadro da atualidade, em razão do desdém da governança com a falta de verba para os cuidados dos acervos nacionais, já que se não tem público o qual visita os tesouros, o governo entende que não precisa se preocupar com estes. Um exemplo disso é o incêndio no Museu Nacional, em setembro de 2018, devido a falta de manutenção e fiscalização, uma vez que houve escassez de recursos estatal. Desse modo, marca-se o descaso administrativo e a má gestão de verbas, com isso se tem a degradação dos bens e espaços - vandalismo, furtos, roubos e perda cultural.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para atenuar a situação vigente. Para que seja elucidada e aumentada a importância da preservação do patrimônio brasileiro, urge que o Ministério da Cultura em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico Brasileiro promovam, por meio de verbas públicas, campanhas de divulgação de informações sobre o patrimônio: conceito, relevância e localização. Nesse sentido, de maneira a destacar a criação de um mapa nacional o qual mostra a localidade dos acervos materiais e, eventualmente, imateriais. Somente assim, será possível a valorização em conjunto com a conservação dos tesouros nacionais e, ademais, combater ao longo das gerações a expressão cunhada pelo Nelson Rodrigues.