Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 16/10/2019
“No meio do caminho tinha uma pedra. Tinha uma pedra no meio do caminho” . Por meio desse trecho do poeta modernista Carlos Drummond de Andrade, percebe-se que a falta de preservação do patrimônio cultural e histórico no Brasil também é uma “pedra” no caminho para o desenvolvimento da sociedade, uma vez que essa está a danar a sua própria construção histórica. Segundo esse viés, é imprescindível que subterfúgios sejam encontrados a fim de resolver essa problemática.
Em primeiro plano, é valido ressaltar que a conservação de um item histórico está diretamente relacionada à identidade cultural de um povo, já que determinado acervo de informações pode dizer muito acerca da sociedade. No entanto, no Brasil ocorrem diversas negligências estatais para com a manutenção e bem-estar dos patrimônios, sejam esses materiais - aqueles tangíveis, como determinados museus - ou imateriais - aqueles intangíveis, como as festas carnavalescas - dessa forma, esse tema é digno de forte atenção.
Outrossim, é válido salientar que, conforme Immanuel Kant, o princípio da ética é agir de forma com que essa ação possa ser uma prática universal. Desse modo, a preservação do patrimônio histórico e cultural vai de encontro à ética kantiana, dado que se todos os cidadãos negligenciarem e, além disso, menosprezarem os patrimônios, a sociedade não poderá conhecer a si própria e assim, entrará em colapso identitário. Com base nisso, o desleixo para com a situação mencionada é prejudicial à ordem social e, por conseguinte, torna-se contestável.
Destarte, os três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário devem executar, elaborar e fiscalizar projetos e leis que visem proteger o patrimônio histórico e cultural brasileiro, mediante investimentos na segurança contra incêndios, furtos e entre outros desastres em museus, templos, além de outros locais importantes para o Brasil, a fim de manter a integridade desses monumentos nacionais. Ademais, a existência de uma parceria público-privada, com o propósito de arrecadar maiores fundos para as estruturas citadas, faz-se fundamental. Assim, observar-se-ia a ausência de uma pedra no meio do caminho para o desenvolvimento social.