Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 17/10/2019
Preserva-se o que conhece
A cultura de um país pode ser representada em amplas maneiras, uma delas pela materialização como o centro histórico de Ouro Preto. No Brasil a falta de igualdade social, empatia e educação dificultam a preservação e proteção do patrimônio.
Em primeira abordagem, é válido ressaltar que a desvalorização das ciências humanas na sociedade brasileira interfere na preservação do patrimônio histórico cultural. Parafraseando o filósofo e sociólogo Zygmunt Bauman, a sociedade contemporânea é uma “Modernidade Líquida”, em que ocorre a difusão de valores subjetivos a fim do benefício próprio. Diante disso, a população brasileira toma atitudes baseadas em situações que lhe favorecem sem realizar analogias, devido a falta de incentivo na educação no país, de momentos históricos da humanidade. Assim, a preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro pouco é debatido, pois é precária o conhecimento sobre sua importância sobre saindo o descaso com os mesmo e casos de abandono, como o do Museu Nacional do Rio de Janeiro.
Além disso, a situação de igualdade social influência na problemática. No livro “Vidas Secas” de Graciliano Ramos, que é reflexo da sociedade brasileira, demonstra a desigualdade que a pobreza ocasiona, sendo necessário sobreviver e não viver. No Brasil 50 milhões de pessoas vivem na pobreza, de acordo com o IBGE, as mesmas pouco interessam-se sobre o fim dos patrimônios culturais, mas sim o que vão almoçar. Isso, sem considerar as pessoas que não vivem no contexto citado, mas não possuem tempo ócio, para saber o porquê de cobrar dos governantes a preservação.
Entende-se, portanto, que o patrimônio histórico cultural brasileiro não é preservado. Para sanar a mesma, é necessário que o Ministério da Educação amplifique, na grade curricular do ensino escolar, matérias de humanidades, a fim de questionar valores e valorizar a história brasileira. As empresas privadas, por meio de incentivos fiscais fornecidos pelo Governo Federal, podem estimular uma vez por mês uma apresentação cultural aos funcionários, com o intuito de tornar o consumo de cultura um hábito, a qual culminará em cidadãos que se preocupam com ela. O Estado precisa promover medidas públicas que culminem na diminuição da desigualdade social, para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos e permitir que eles de fato vivam.