Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 19/10/2019
O Museu Nacional foi um dos 8 patrimônios históricos que sofreram com incêndios nos últimos 10 anos. Isso se deve aos precários investimentos para a proteção dos prédios e peças de alto valor histórico cultural, o que, infelizmente, contrasta com os bilhões de reais destinados aos estádios de futebol. Tal cenário conturbado do Brasil persiste seja pela insensibilidade da sociedade, seja pela omissão governamental.
É indubitável que, ao analisar a formação educacional e social da população brasileira, os alunos durante o ensino fundamental não são estimulados a reconhecerem a importância dos monumentos antigos da nação. De acordo com o fato social de Émile Durkheim, a maneira de agir e pensar coletiva influencia os indivíduos. Nesse raciocínio, uma vez que se uma criança não interage com um grupo social que se importe com a preservação do patrimônio histórico e cultural do país, dificilmente ela mudará essa insensibilidade enraizada, o que corrobora as insuficientes reivindicações do corpo social pelo cuidado com os acervos arqueológicos.
Convém destacar, também, que o descaso das autoridades em auxiliarem na manutenção dos prédios tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional ( IPHAN) é um empecilho dessa conjuntura brasileira. Além disso, a modernidade líquida, conceito forjado pelo sociólogo Zygmunt Bauman, explica a efemeridade das notícias que circulam nos meios de comunicação; e, através disso, o Poder Público se aproveita para abafar, em alguns meses, os acontecimentos de certas situações, a exemplo do que aconteceu com o Museu Nacional, visto que não se dissemina novas informações.
Infere-se, logo, que os impasses na preservação do Patrimônio histórico cultural do Brasil são estes: a manifestação de indiferença da população e a negligência do Governo Federal. Sendo assim, com o intuito de melhorar esse cenário do país, urge que as escolas, por meios de atividades didáticas com os estudantes, como visitas educativas à museus e aos espaços de interação com culturas diversas, estimulem a sensibilização e formação desses cidadãos, a fim de que no futuro sejam mais conscientes e ativos diante da importância da reivindicação de reformas e de investimentos para a manutenção desses locais. Talvez assim, poder-se-á valorizar os bens materiais e imateriais da história mundial.