Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 24/10/2019
Conforme Jorge Santayana, filósofo e escritor espanhol, o indivíduo que não se recorda do passado está condenado a repeti-lo. A partir de tal panorama torna-se nítida a importância da conservação do patrimônio histórico cultural do Brasil. Contudo, nos dias atuais, nota-se a negligência com o acervo do país, devido ao desmazelo das políticas públicas e à desvalorização da cultura brasileira.
Convém ressaltar, a princípio, que a depreciação do patrimônio nacional deriva da rasa atuação dos setores governamentais, no que refere à criação de mecanismos que resguardem tais acervos. Consoante as informações do portal UOL, o Museu Nacional do Rio de Janeiro, incendiado ano passado, recebeu um corte de mais de 70% do orçamento em 2017. Dessa forma, é importante a reformulação da postura estatal, uma vez que, uma grande parte das heranças históricas são tombados pelo Estado e necessitam de verba para sua preservação.
Ademais, com a globalização o processo de homogeneização cultural obteve maiores proporções. À padronização de hábitos e costumes provenientes de países hegemônicos contribuem para o enaltecimento da cultura estrangeira em detrimento da local. Segundo o filósofo Hans Jonas, uma sociedade sadia é aquela que reconhece e ameniza suas enfermidades sociais. Nesse sentido, a conjuntura social brasileira, deve incentivar o senso crítico da população, a fim de conservar as raízes históricas e a identidade nacional.
Por conseguinte, a dificuldade do país em preservar os bens históricos e culturais exige mudanças urgentes. Faz-se mister a mídia, juntamente com o Ministério da Cultura, crie campanhas publicitárias por meio das redes sociais, através de debates e palestras, com intuito de incentivar a população a conhecer e à valorizar os patrimônios brasileiros. Com isso, visa-se extinguir as ameaças ao patrimônio e impulsionar o papel, tanto da população, quanto do Estado de mantenedor de tais heranças.