Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 30/10/2019

O período Helenístico, na Antiguidade Clássica, foi marcado pela dominação macedônica de Alexandre, O Grande sob as cidades-estados, sem, contudo, comprometer a cultura da Grécia, o que manteve a memória e os costumes desse povo. Compreende-se, na contemporaneidade, a ausência dessa cautela com o patrimônio histórico do Brasil, a medida que a inconsequência do Estado e a escassez de uma educação e valorização patrimonial, impede a manutenção material e imaterial da memória do país, sob pena de graves prejuízos socioculturais á população.

Em primeira análise, vale ressaltar que a Constituição Federal de 1988, determina que monumentos - de índole material ou imaterial - tenham a proteção e valorização do Estado. Entretanto, na prática, isso não ocorre, uma vez que a negligência do Poder Público respalda uma série de espaços seculares degradados por ausência de manutenção, assim como, o desfalque de preservação dos acervos históricos que necessitam dessa priorização do Estado para se manterem em bom estado ao longo do tempo. Prova disso, foi o incêndio no Museu Nacional do Rio de Janeiro, no qual, milhares de agregados históricos foram perdidos devido a estagnação de investimentos para a sua conservação.       Concomitante a isso, um dos grandes fatores que contribuem aos entraves da conservação é a carência da Educação Patrimonial, como impulsionador da problemática. Segundo o escritor José Saramago, a “cegueira moral” é a alienação da sociedade frente às demais realidades sociais, a qual é fomentada pelo desmazelo da população quanto ao desaparecimento de espaços culturais físicos, bem como, a inobservância dos indivíduos quanto a degradação desses lugares. Dessa forma, a perda da experiência e extinção do contato com o passado, faz os cidadãos tornarem-se alheio a sua identidade nacional.

Portanto, fica claro que promover uma cultura de preservação não cabe só a atenção do Estado como também de toda a esfera social para proporcionar uma memória coletiva indispensável. Dessa forma, urge que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), em conjunto, com o Ministério da Cultura, invista em métodos de preservação e aprimore a infraestrutura, tornando obrigatória a manutenção, com intuito de prolongar a vida de toda memória histórica-cultural do país. Ademais, o MEC - consoante a meios midiáticos- deve incentivar e divulgar, por meio de palestras e exposições, toda a diversidade cultural e histórica que o país tem, com fito de promover a devida importância as patrimônio histórico brasileiro.