Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 30/10/2019
A vinda da Corte Portuguesa para o Brasil, em 1808, devido às ameças de Napoleão Bonaparte, transformou o rumo do país. Neste evento, o Rei de Portugal, Dom João VI, trouxe consigo livros portugueses e, assim, fundou a primeira biblioteca brasileira. Este contexto histórico evidencia o nascimento da cultura nacional que se desenvolveu de forma singular até os dias atuais, marcada por vários acontecimentos históricos. Neste sentido, a preservação do patrimônio histórico cultural nacional é importante pois valoriza a identidade nacional e serve como instrumento de otimização da educação.
Primeiramente, observa-se que o arcabouço de costumes são essenciais ao engrandecimento da identidade pátria. Sob esta ótica, é válido analisar o movimento denominado Modernismo, que se iniciou com a Semana da Arte Moderna em 1922. O movimento tinha como objetivo a criação de um novo sentido de nação brasileira. Associados à esta corrente, vários patrimônios, materiais ou imateriais, contribuem para a construção da imagem do Brasil e para a identificação do cidadão como parte deste país; o samba, o futebol e o carnaval, por exemplo, são clássicas associações culturais feitas aos tupiniquins. Destarte, é evidente que o patrimônio cultural contribui para a construção da identificação do brasileiro em si mesmo.
Outrossim, a bagagem de costumes tradicionais serve, também, como instrumento de potencialização da educação. Acerca desta lógica, a Constituição Federal de 1988 prevê a valorização e difusão das manifestações culturais. Consoante à Carta Magna brasileira, a propagação dos costumes artísticos nacionais no ambiente escolar pode funcionar como facilitadora do ensino, para que os alunos entendam, de forma mais simples, como o povo de certa região, em certo momento histórico, se comportava. A literatura de cordel, por exemplo, descomplica o entendimento sobre o que o povo nordestino interpretava em relação à sociedade de quando foi escrita. Dessa forma, patrimônios culturais, sejam arquitetônicos, literários ou musicais, são essenciais para simplificar a aprendizagem do passado do país, pois são legados com que os alunos podem ter contato direto.
Infere-se, portanto, que o patrimônio histórico cultural brasileiro é importante e deve ser preservado. Logo, é necessário que o Ministério da Cidadania, uma vez que é responsável por fomentar as políticas culturais no país, promova, por meio de envio de recursos ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), a preservação desta importante autarquia, com fito de preservar elementos que reforcem a nacionalidade. Ademais, urge que o Ministério da Educação promova passeios à museus para escolas carentes, com objetivo de democratizar a cultura e facilitar o aprendizado. Somente desta forma, junto ao legado de Dom João VI, a cultura do país crescerá cada vez mais.