Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 30/10/2019
O brasil apresenta um vasto sincretismo cultural, como fruto do seu processo de colonização. Uma vez que coexistiram ao longo da sua formação histórica distintas nacionalidades, tais como: índios, portugueses, espanhóis, africanos, franceses, holandeses e italianos. Dessa forma, pode-se pontuar como resultado dessa fusão um vasto legado patrimonial, sendo dividido em patrimônio imaterial e material. No entanto, observa-se uma inadequação quanto à preservação e difusão dos bens materiais, no âmbito do poder público e da sociedade civil.
Primeiramente, identifica-se negligência do Estado em relação à manutenção de estruturas físicas tombadas. Prova disso encontra-se em incêndio do Museu da Língua Portuguesa em São Paulo, bem como a destruição de grande parte do acervo do Museu Nacional no Rio de Janeiro. Além disso, verifica-se em todo território nacional casos de má conservação e o abandono dessas estruturas, que culminam diretamente com a violação da identidade cultural e histórica. Assim, paradoxalmente infere-se que os órgãos responsáveis pelo cuidado, conforme Constituição de 1988, são os que violam as orientações técnicas de proteção e de preservação.
Por conseguinte, convém atribuir a inobservação de grande parcela da população como fator causal da baixa adesão cultural. Logo, relaciona-se ao frágil papel educacional dado à história natal, que culmina com tímido poder reivindicatório dos cidadãos em questionar e denunciar as entidades fiscalizadores. Dessa maneira, prevalece um problemático empasse que furta o direito social do acesso à cultura das gerações atuais e futuras, e inibe o potencial turístico que reverbera em ganhos econômicos.
Fica claro, portanto, a necessidade de implantar medidas que minimizem esse cenário. Para isso, o Ministério da Cultura deve implantar um projeto de preservação e de proteção do patrimônio material e imaterial, por meio de destinação de 2% do PIB para dividir de forma equitativa entre os estados, para estes investirem na restauração e manutenção das estruturas físicas, no intuito de evitar danos irreparáveis e mantém viva o sentimento nacionalista. Em adição, as famílias e as escolas devem resgatar e difundir a identidade cultural para as crianças e jovens, através de conversas informais, palestras e distribuição de panfletos, a fim de promover a aquisição do sentimento de pertencimento e de respeito as distintas culturas inseridas no pais.