Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 29/10/2019

As primeiras pirâmides egípcias podem ser visitadas até os dias de hoje, mesmo que tenham sido construídas durante o século XXVII a.C. Sendo assim, nota-se que a preservação dos povos egípcios e a preferência por sua própria cultura faz-se muito presente ainda na contemporaneidade. Todavia, no Brasil ocorre de maneira distinta, visto que pode observar-se algo assolador atualmente: A preservação do patrimônio histórico que deve urgir por meio do governo, não ocorre de maneira necessária. Além disso, é possível observar que o país tem uma hegemonia elevada, visto que muita das vezes as culturas de outros países são mais relevantes que as do próprio.

Em primeiro lugar, é no mínimo negligente ignorar que o governo não liga muito para o patrimônio histórico. Ademais, tal questão deveria ser de prioridade, dado que esta contribui para o aumento do turismo e colabora com a estética do Estado. Como exemplo, vale lembrar do ocorrido com o Museu Nacional em 2018, que se deu por um único motivo: falta de verbas do governo. Nesse sentido, sem elas a estrutura do Museu ficou precária, o que acabou causando no acidente. Entretanto, de acordo com Oscar Wilde, escritor britânico, para que a nação dê o primeiro passo, é necessário primeiro estar insatisfeito. Nesse viés, é congruente ressaltar o quão importante é o governo fazer a sua parte para a preservação do patrimônio.

Outrossim, vale evidenciar que a sociedade atual prefere consumir a cultura de outros países do que a do seu próprio continente, logo, isso corrobora para a hegemonia proeminente. Em consequência disso, é possível observar diversos museus, teatros e meios de turismos de belezas históricas em decadência, visto que de acordo com o Instituto Brasileiro do Museu já chega a 261 museus fechados. O filósofo inglês, Thomas Hobbes, disse que o homem é o lobo de si mesmo. Com base nisso, o uso da hegemonia torna-se prejudicial para o Brasil, pois corrobora para o déficit orçamental. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura brasileira de forma urgente.

Em suma, são necessárias medidas que resolvam as problemáticas citadas. Portanto, cabe ao Estado, por meio de verbas governamentais, fiscalizar a estrutura dos patrimônios brasileiros, corrigindo a sustentação destes sempre que for necessário, para que possam se manter por longos anos, contribuindo para o turismo brasileiro e tornando possível a maior duração do patrimônio. Outrossim, as mídias, principal veículo formador de opiniões, deve por meio de comerciais e propagandas conscientizar a população a respeito da hegemonia, destacando o quão prejudicial esta pode ser para o país, e relevando a importância e o prazer de se consumir a própria cultura. Fazendo isso, no Brasil acontecerá de forma igualitária aos egípcios, e viveremos em uma sociedade equilibrada.