Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 30/10/2019
Cultura. Importância social. Manifestações populares. Tradições materiais e imateriais. Cultos. Vestígios antepassados. Todos os vocábulos supracitados são vistos como patrimônios histórico culturais e notável para a construção de um país, haja vista, seu passado e presente que, por conseguinte, molda o futuro. Contudo, no Brasil, o patrimônio brasileiro é colocado em ostracismo pela própria comunidade que, em busca de uma arquitetura moderna, não valoriza o que possui e, de forma análoga, o Estado negligência sua importância.
Primeiramente, o descuido do Estado com o patrimônio histórico cultural é evidente, visto a grande perda de uma miríade de artefatos de valor incalculável no incêndio do Museu Nacional, no Rio de Janeiro em 2018. Nos últimos dez anos, o Brasil perdeu tesouros culturais e científicos em pelo menos oito incêndios - Teatro Cultura Artística, Instituto Butantan, Memorial da América Latina, Museu de Ciências Naturais, Centro Cultural Liceu de Artes e Ofícios, Museu da Língua Portuguesa, Cinemateca Brasileira e Museu Nacional - De acordo com o Jornal O Globo, apenas no Museu Nacional foi perdido mais de 20 milhões de itens, como o crânio de Luzia, o fóssil mais antigo encontrado nas Américas. A destruição quase por completa do ambiente se deu pelo descaso do Governo para manutenção e conservação das estruturas.
De outra parte, é notório que a sociedade brasileira não reconhece o valor da preservação de seu passado cultural devido à avidez por construções e modernização de suas cidades. Por consequência, a degradação de inúmeros imóveis seculares, de valor artístico e cultural, de propriedade particular e pública que, lamentavelmente, dão lugar a outras edificações. De acordo com Marcos Paulo de Souza Miranda - o titular da Coordenadoria das Promotorias de Justiça de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico - há também a destruição deliberada de imóveis históricos tombados, como aconteceu em São João del-Rei; na Região do Campo das Vertentes, em Minas Gerais; de destruição em área protegida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
É insofismável, portanto, que o Estado tome providência para mitigar o quadro hodierno de omissão. Assim, por meio do Ministério da Cultura, desenvolver maior fiscalização em prédios tombados e tombar monumentos que ainda não foram legitimados como patrimônio e, desse modo, ter um maior cuidado por parte da sociedade. Concomitante a isso, é necessário, uma conscientização da população, por meio de propagandas televisivas e cartilhas, no sentindo de salientar a importância do seu passado, para que o molde presente possa fazer um futuro mais apreciador de sua cultura.