Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 31/10/2019

“A cultura está acima da diferença de condição social”, segundo Confúncio a carga cultural que um indivíduo possui independe da sua condição financeira e classe social. A bagagem cultural que um indivíduo possui provém de inúmeros fatores, sendo um dos principais, o visual. Formas, construções, cores, produção bibliográfica… Estes são alguns dos componentes formadores da cultura de uma região, cidade, estado ou nação. Sendo o fator visual um instigador para os cidadãos para a procura de mais informações sobre a sua própria história. A partir do momento em que os patrimônios histórico culturais são “esquecidos” pela população e pela sociedade que o rodeia, não se perde apenas um =a construção, mas sim a história de um povo.

Brasil, um país de proporções continentais, casa de vários povos, línguas e costumes divergentes. Resultado da miscigenação de colonizadores portugueses, espanhóis e holandeses, e do seu povo nativo, os indígenas. Todos estes povos trouxeram consigo os seus hábitos, que em território brasileiro foi expresso em forma de construções, culinária, literatura e dança. Essa agnição se fundiu, nascendo assim um povo muito rico culturalmente. Os anos se passaram e muitos costumes foram perdidos, porém, principalmente as construções que sobreviveram ao tempo e a expansão da cidades, permanecem como uma representação de uma época e da história de cada local.

Segundo Edmund Burke, “Um povo que não conhece a sua história esta condenado a repeti-la”, ou seja, cidadãos que não tem conhecimento da sua origem, não terão conhecimento dos acertos e erros já feitos, sendo assim, possivelmente repetirão as falhas feitas no passado. O patrimônio histórico é uma forma de manter a história viva, uma justificativa da vida ser da forma que ela é hoje. No entanto, muitas construções estão em ruínas, abandonadas e frequentadas apenas por ratos, bombos e aranhas, já a decoração é composta por teias e pó. Esta falta de manutenção e valorização torna estes prédios irrelevantes para a população e o turismo.

Portanto, para uma maior valorização do patrimônio histórico brasileiro e visando também a geração de lucro para as cidades e para a própria manutenção das edificações, o Ministério da Cultura através de um simples material contando a história dos monumentos e encaminhando-o para as escolas poderiam incentivar as crianças a conhecerem melhor o local onde vivem, influenciando também os pais. Outro fator importante é a manutenção destes locais para que possam receber o público, assim, cobrando uma pequena taxa de entrada ou disponibilizando lembranças do local para a compra, poderiam gerar dinheiro para a conservação dos locais, assim como a exposição de peças da época para melhor visualização. Valorizando assim a cultura local e disseminando-a.