Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 16/02/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. Entretanto, quando se observa a situação do patrimônio histórico e cultural brasileiro verifica-se que a realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, seja pelo descaso governamental, seja pela desvalorização de elementos nacionais.
Convém ressaltar, a princípio, que a Constituição Federal de 1988 garante a proteção ao patrimônio histórico-cultural. No entanto, isso não acontece na prática, e locais com elevadas cargas culturais sofrem com essa negligência do governo. Logo, de maneira semelhante ocorreu com o Museu Nacional, que em meio a situação de abandono sofreu com um incêndio que causou danos irreparáveis ao local.
Cabe salientar, por conseguinte, a desvalorização dos elementos nacionais pela população brasileira. Em 1958, Nelson Rodrigues criou o termo ‘‘complexo de vira-lata", utilizado para se referir ao excessivo enaltecimento dos bens e espaços estrangeiros, enquanto a cultura nacional perde o seu valor dentro da nação. De maneira análoga, na sociedade brasileira não é muito diferente, uma vez que devido a negligência dos seus governantes com esses acervos culturais, atualmente, acontece uma desvalorização dos elementos nacionais.
É fundamental, portanto, que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Dessarte, para que a preservação do patrimônio histórico-cultural ocorra de forma efetiva, urge que o Ministério da Cultura (MinC) crie, por meio de verbas governamentais, campanhas de divulgação de informações sobre o patrimônio com o objetivo de mitigar de forma definitiva essa problemática. Além disso, essas campanhas devem ter como principal alvo as escolas para que os efeitos dessa medida sejam enraizados na sociedade, uma vez que os jovens estudantes são o futuro da nação. Somente assim, sera possível alcançar a “Utopia” de More.