Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 16/02/2020

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. Entretanto, quando se observa a situação do patrimônio histórico cultural brasileiro, verifica-se que a realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, seja pelo descaso governamental, seja pela desvalorização de elementos nacionais.

Convém ressaltar, a princípio, a forte importância do patrimônio histórico para a materialização de um povo. Com isso, o Projeto de Lei 10835/18 tem finalidade de incentivar a proteção de museus e arquivos brasileiros. Visto que, há um abandono da herança cultural por parte do governo, exemplo disso, foi quando ocorreu o roubo ao Museu da Chácara do Céu, em fevereiro de 2006, e o incêndio do Museu Nacional, em setembro de 2018, o que causou danos irreparáveis ao acervo.

Por conseguinte, o desapreço do Estado leva a população a desvalorizar elementos do próprio país. Na mesma ideia, o “Complexo vira-lata”, de Nelson Rodrigues, trata do sentimento de inferioridade dos brasileiros em relação a outras culturas, e como consequência, há a desvalorização de bens nacionais e uma supervalorização dos espaços estrangeiros. Desse modo, leva a degradação dos bens, vandalismo, furtos e roubos por parte da sociedade, que pouco a pouco perde seus tesouros históricos.

É fundamental, portanto, que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Dessarte, com o intuito de mitigar a negligência governamental e social, necessita-se urgentemente que o Ministério da Educação (MEC), por meio de verbas governamentais, invista na formação de profissionais nas áreas de Belas Artes, História e Conservação, a fim de enfocar na preparação para lidar com os bens histórico-cultural. Além disso, o MEC junto com a mídia deve abordar o tema nas escolas e nos meio de informação; como TV, rádio, e redes sociais; com o intuito de mostrar a importância do assunto e incentivar a visitação desses locais. Somente assim, a “Utopia” de More será alcançada.