Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 26/03/2020
Na sociedade brasileira vigente, discussões a respeito da proteção do patrimônio cultural do país estão em alta. Apesar da preocupação de algumas entidades em proteger esse bem cultural, a população em geral, e o governo, não raro, dão pouca importância para o assunto. Diante desse contexto, convém analisar que os principais agentes que estruturam esse cenário de descuido, são a falta de investimento gorvernamental junto ao eventual descaso popular em relação à própria cultura e história.
Nesse sentido, é indiscutível que o Governo seja um dos principais agentes responsáveis pela preservação do patrimônio cultural brasileiro. Prova disso, é a relação entre indivíduo e poder executivo, proposta pelo pensador Rousseau, denonimada de ‘‘contrato social’’, em que o homem abre mão da sua liberdade e se adequa à sociedade para, assim, se tornar cidadão e ter direitos, como o acesso ao lazer e cultura, assegurados. Contudo, o órgão vigente, eventualmente, negligencia seu dever como integrante do contrato social ao não investir na proteção da riqueza histórico cultural e possibilitando que acidentes irreversíveis, como o incêndio do Musel Nacional brasileiro, destruam parte da própria história e cultura que deveria ser resguardada e inalienável.
Ademais, cabe salientar que a falta de informação e interesse da população é um grande impulsionador do descaso com a presevarção cultural. De acordo com Hans Jonas, filósofo alemão, uma sociedade saudável deve ser capaz de reconhecer e amenizar suas enfermidades sociais. Conquanto, o corpo social brasileiro não reconhece e até mesmo fomenta o grave problema que o patrimônio cultural enfrenta, ao não valorizar bens culturais, uma vez que a própria escola, como matriz social, não promove, aos alunos, visitas a museus e monumentos históricos que visam à valorização da riqueza histórica e cultural nacional.
Portanto, o patrimônio histórico cultural brasileiro é, em geral, negligenciado pelo próprio governo e população. Dessa forma, é essencial que o Estado combata o descuido social, promulgando o aumento do investimento nos bens culturais e, então, promovendo manutenções semanais que inviablizem novos acidentes como o que ocorreu no Museu Nacional. Além disso, a escola deve formar indivíduos que reconheçam a riqueza histórica brasileira, por meio da promoção de excursões a museus, para desenvolver a valorização individual dos bens culturais. Desse modo, o patrimônio social será zelado e preservado como necessário.