Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 20/03/2020

A Constituição Federal de 1988 garante a todo cidadão o direito ao acesso à arte e ao lazer. Dessa forma, é essencial a existência de edifícios arquitetônicos que contam a história de um povo por meio de expressões artísticas. Todavia, o Brasil, os patrimônios históricos e culturais estão sendo negligenciados pelo Estado e, a preservação de tais locais é importante tanto para humanizar o homem, quanto na inclusão social em um país de desigualdades socioeconômicas.                                       Em primeira análise, museus e locais artísticos configuram exemplos de patrimônios históricos e culturais que fazem uso de elementos materiais e imateriais para contar a história de um povo. Segundo o crítico literário Antônio Cândido, a arte tem como função fazer o homem refletir sobre o meio que o cerca e humanizá-lo por meio disso. Logo, preservar tais patrimônios tem como importância guardar todo processo cultural desde a gênese do povo brasileiro e fazer com que se reflita sobre como atitudes do passado influenciam na vida contemporânea e quais ações devem ser prosseguidas ou paradas, a fim de colocar o bem coletivo sendo a base mais importante na vida em sociedade, tendo como função que ele seja compartilhado e usufruído por todos.                                                                        Além disso, o patrimônios histórico e cultural sendo o principal meio disseminador de arte tem a função de inclusão social, uma vez que promove a sensação de pertencimento de um povo e respectivas lutas. Tal ideia faz jus ao filósofo Michel Foucalt, o qual afirma que o homem é um ser “biopsicossocial” e necessita que esses três fatores - físico, psicológico e social- sejam de qualidade para que ocorra um desenvolvimento saudável do ser humano. Assim, a preservação desses patrimônios e o acesso  eles é essencial para que a massa populacional que sempre foi marginalizada -negros, pobres, LGBTQI+ - tenham conhecimento das lutas dos antepassados e saibam que não estão sozinhos, tendo como consequência a junção dessa minoria populacional brasileira.                                       Em vista disso, para maximizar a preservação do patrimônios históricos e culturais, cabe ao Ministério da  Cultura, ligado ao Ministério da Educação, realizar fiscalizações a cada seis meses, com profissionais da área da arqueologia e historiografia para que analisem as condições as quais os materiais são submetidos nos patrimônios, a fim de evitar acidentes que façam ser destruídos. Somado a isso, o Estado, juntamente com a mídia, deve fazer propagandas e cartilhas virtuais que incentivem a população tanto a visitar projetos arquitetônicos e conhecer a cultura do povo brasileiro, quanto a reivindicar que tais locais sejam cuidados, para que assim o que foi previsto pela Constituição seja seguido de forma fiel.